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Macapá 267 anos: Mercado Central entre o passado e o presente o testemunho de quem trabalha para o crescimento da cidade

  • svioalmd4
  • 3 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura

Marcelo Guido


MERCADO

Inaugurado em setembro de 1953, o prédio passou por algumas reformas, mantendo, no entanto, sua originalidade intacta.
Inaugurado em setembro de 1953, o prédio passou por algumas reformas, mantendo, no entanto, sua originalidade intacta.

Localizado na área central da cidade, o prédio de fachada histórica viu o crescimento da capital do Amapá, o Mercado Central hoje com 71 anos, conta ao longo desses anos com personagens históricos e testemunha a labuta de muitos trabalhadores e empreendedores que celebram nesta terça-feira, 04, o aniversário de Macapá.


Inaugurado em Setembro de 1953, o prédio passou por algumas reformas, mas sem nunca perder sua originalidade, hoje dentre muitos negócios e serviços, destacam-se a gastronomia, a comercialização de produtos e em seu entorno, os serviços artesanais.


Um dos empreendimentos que integra o local, foi inaugurado em 1993, a Barbearia Diplomata que está ativa a 32 anos, e o barbeiro Walter Santos é um dos personagens presentes desta história.

“Significa tudo na minha vida, o mercado é tudo pra mim, aqui estou a 32 anos e só tenho a agradecer. O mercado deu uma evoluída bastante, além de está mexendo com barbearia estou mexendo com barzinho também, virou um ponto de encontro de toda tarde o mercado”, contou.

Situada na parte de trás do prédio histórico e no mesmo local desde 1954, a “Cabana do Preto Velho” é um negócio que passa de pai para filho e já está na terceira geração da mesma família, vivenciando o dia comercial entre banhos de cheiro, imagens, muita fé e velas, o professor de biologia e comerciante Luiz Carlos Silveira fala com um orgulho de quem cresceu no mercado.


“Eu praticamente nasci aqui, tenho 68 anos, meu pai fundou essa loja e passou pra mim, hoje já está com minha filha, no mesmo ramo comercial, estamos aqui desde o primeiro mercado. Minha loja tem 71 anos, o mercado é um lugar agradável de se conviver, de encontrar as coisas, o cotidiano acontece aqui, serviços diversos como sapateiros por exemplo, aqui tem de tudo, restaurantes e lojas”.

Nas redondezas e calçadas do estabelecimento comercial empreendedores de várias partes do Brasil por aqui chegaram, como seu Manoelzinho sapateiro, que é paraense de Gurupá.


“Eu trabalho uns 35 anos aqui no Mercado Central de Sapateira, que era do tempo do meu pai aqui, aí faleceu e fiquei aqui. Estou aqui trabalhando. E até hoje, graças a Deus! O mercado aqui é muito bom. Eu vim para cá com 15 anos. Estou até hoje aqui. Tô me dando bem aqui. Se tivesse o sapato pra costurar, se tiver, pode trazer, eu costuro. Entrego o sapato direitinho, no mesmo dia”.

Já o amapaense Elton Matos, conta que já viu e tem de tudo, se diz orgulhoso de pertencer a uma história que se escreve no próprio dia a dia.


“Eu estou aqui há 25 anos de Mercado Central, trabalho com artigo, vendo chope e decoração, de tudo um pouco. E você vem conhecer o Mercado Central, né? De tudo um pouco você encontra aqui no mercado central. Isso aí”.

Antes era uma ponte comercial entre a população da cidade e os visitantes que embarcavam na região da orla, e também entre as pessoas do interior e da cidade para a comercialização das produções agrícolas. Além de ser um espaço de movimentação de economia, ele tinha o objetivo de socializar e reunir os moradores. Assim como a cidade Macapá, o Mercado Central não se perdeu no tempo, a cidade jovem ainda floresce em seus 267 anos e tem como testemunho de um de seus maiores símbolos sociais, econômicos e humanos, o Mercado Central.



 
 
 

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