Festival de Iemanjá celebra 20 anos de tradição afro-religiosa no Amapá
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Jamile Moreira

O Festival de Iemanjá – Tributo à Grande Mãe chega à 20ª edição consolidado como uma das principais celebrações das religiões de matriz africana no Norte do Brasil. Realizado pela Federação dos Cultos Afro-Religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Amapá (Fecarumina), o evento conta com apoio do Governo do Estado e reforça a valorização da ancestralidade e da diversidade cultural.
Ao longo de duas décadas, o festival tem ampliado a visibilidade das comunidades de terreiro, promovendo o respeito religioso e o diálogo entre diferentes crenças, como explicou Preta Cleia da Fundação Marabaixo.
“Eu faço convite a todos os povos de terreiro, mas também a toda a população do país, para conhecer religião de matriz africana, para quebrar o racismo religioso, a intolerância, que muitas vezes acata muito a comunidade afro-religiosa, do candomblé, da umbanda, do tambor de mina. Vai ser um momento de adoração e fé e luta, resistência desse povo, que é a grande maioria, a população negra desse estado é a grande maioria e temos fé e luta que a gente consiga saudar publicamente os nossos orixás, as nossas entidades”, explicou.
A figura de Iemanjá, símbolo de proteção e acolhimento, norteia as atividades que fortalecem os laços comunitários e preservam as tradições afro-religiosas no estado. Essa tradição é vivida anualmente pela Ialorixá Ya Bainyro, que aproveita a data para mostrar sua devoção .
“Nós, hoje, do povo de matriz africana, estamos aqui para fazer as nossas oferendas, as grandes mães, as mães das mães. É só agradecer, agradecer ao povo, às pessoas que têm fé na Iemanjá, que venham participar com a gente todo ano, fazer sua oferenda. Todo ano a gente faz e a gente agradece também ao governo do estado do Amapá por estar apoiando o povo de matriz africana hoje, dia 2 de fevereiro ", ressaltou a mãe de santo.
Quem também aproveita a data para mostrar toda sua devoção foi a Maiara Guimarães, que durante a programação agradeceu por ter seus pedidos atendidos.
“E hoje nessa data especial do dia 2 de fevereiro, vim aqui diante do nosso Rio Amazonas agradecer a nossa orixá e Iemanjá a Rainha das Águas Salgadas. Fazer esse agradecimento por ela já ter atendido as minhas orações, não só as minhas, mas da minha família. E esse momento aqui único, nós estamos com essa oportunidade de vir agradecer e saudar a Rainha das Águas do Mar”, disse a devota.
Nesta edição, o evento amplia seu alcance e passa a contemplar sete municípios: Macapá, Santana, Mazagão, Calçoene, Laranjal do Jari, Vitória do Jari e Oiapoque, totalizando a participação de 75 casas dos povos de terreiros. A descentralização busca garantir maior participação das comunidades tradicionais e fortalecer políticas de inclusão cultural.
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