Povos Indígenas do Amapá e Guiana Francesa se unem em preparação para a COP30
- svioalmd4
- 8 de out.
- 2 min de leitura
Janete Carvalho

Iniciou na quarta-feira (8), no Ceta Ecotel, em Fazendinha, Macapá, o evento “Diálogos Ameríndios: Amapá e Guiana Francesa rumo à COP30”, que busca fortalecer a cooperação transfronteiriça em defesa da diversidade cultural e socioambiental da Amazônia.
O encontro busca estreitar os laços históricos e culturais entre comunidades indígenas do Brasil e da Guiana.
Luis Donisete, coordenador executivo do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), ressaltou a importância do evento para o fortalecimento da união e do diálogo para os povos indígenas dos dois países.
“Esse encontro fortalece a articulação entre organizações indígenas, entre lideranças desses dois países é sempre bom lembrar que toda essa região era ela habitada por esses povos antes de se constituírem as fronteiras nacionais. Então, as fronteiras nacionais acabaram por dividir povos, então, a gente tem povos waiana no estado do Amapá e na Guiana Francesa, Galiná no Amapá e Guiana Francesa. Então, são povos que têm a mesma tradição cultural e que foram, com o estabelecimento das fronteiras depois do processo colonial, separados por essas fronteiras e hoje vivem nesses dois países, mas enfrentam realidades socioambientais comuns e têm uma tradição cultural também comum".
A secretária dos Povos Indígenas do Amapá, Sônia Jeanjacque, destacou o compromisso do governo na realização de eventos para trocas de saberes tradicionais e formação voltada à agenda da COP30.
"O governo do Amapá, pela gestão Clécio Luís, que sempre defendeu a pauta das políticas transfronteiriças, desse intercâmbio cultural também, a gente vem apoiando, enquanto Secretaria de Povos Indígenas, no transporte, principalmente do Oiapoque a Macapá, que é um transporte mais complexo, por se tratar de uma região que são 600 quilômetros. Então, a gente vem alinhando, dialogando da melhor forma, inclusive, aqui o espaço também foi uma construção conjunta com o governo do Estado, através da Secretaria de Povos Indígenas e o Instituto Iepé, para que a gente pudesse realizar as mobilizações, o acompanhamento. Tanto que nós, enquanto Secretaria de Povos Indígenas, vamos estar aqui todos os três dias dialogando e aproveitando para fortalecer essas políticas com nossas lideranças, com nossos caciques e as nossas organizações indígenas".
A programação se estende por três dias e reúne povos originários do Amapá, Norte do Pará e da Guiana Francesa em um espaço de diálogo e integração.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), com apoio da Secretaria de Estado Extraordinária dos Povos Indígenas do Amapá (Sepi), e conta com a presença de lideranças indígenas locais, nacionais e internacionais.
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