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Mangueira homenageia Mestre Sacaca e a Amazônia Negra do Amapá na Marquês de Sapucaí

  • svioalmd4
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Brenda Soares*


MESTRE SACACA
Mangueira leva Mestre Sacaca e tradições afro-indígenas do Amapá à Sapucaí
Mangueira leva Mestre Sacaca e tradições afro-indígenas do Amapá à Sapucaí

O carnaval já tomou conta das ruas, e neste ano o Amapá vai brilhar também no Rio de Janeiro. Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra”, a Estação Primeira de Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí a riqueza das tradições afro-indígenas do Norte, celebrando um de seus mais emblemáticos personagens culturais.


Reconhecido como Xamã Babalaô, de origem negra e indígena, Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca, deixou seu legado como um dos maiores símbolos culturais do Amapá e, além de representar profundos saberes sobre o manuseio de ervas, seivas, raízes e elementos que compõem a Amazônia Negra amapaense, Sacaca também atuou como marabaixeiro e integrou-se ativamente ao carnaval do estado.


Armistrong Sacaca, filho do Mestre Sacaca, conta a emoção de saber que o Xamã Babalaô seria homenageado.
Armistrong Sacaca, filho do Mestre Sacaca, conta a emoção de saber que o Xamã Babalaô seria homenageado.

Com emoção, o jornalista Armistrong Sacaca, filho do Mestre Sacaca, relembra como foi receber a notícia de que as homenagens seriam voltadas ao Xamã Babalaô.


“Foi muito emocionante e forte, porque me chamaram, em princípio, não, vai lá que vai ter um anúncio do carnaval, alguma coisa ligada ao carnaval, as entrelinhas. E eu fui lá para o museu, cheguei lá, não sabia do que se tratava. Aí, quando eu vi que estavam chegando a minha família, chegando mais um daqui outro dali, eu cheguei e fiquei lá sentado. Aí, agora, vamos anunciar, o governador entra, o Luiz entra e fala, o enredo, eu fiquei olhando, cara, aquilo ali, eu saí do corpo. Eu fiquei assim, estático, porque eu não sabia se eu chorava, se eu prestava atenção para ver se era verdade. E aconteceu, foi uma explosão de emoção dentro de mim e da minha família”.

No ano em que o Mestre Sacaca completaria 100 anos, Armistrong destaca também a emoção em poder mostrar parte da cultura amapaense para todo o Brasil.


“Gostaria muito que eles estivesse aqui, 100 anos, porque o papai morreu muito novo, 73 anos. Completar 100 anos e não estando aqui fisicamente, mas espiritualmente estar, o Sacaca é muito forte no coração de todos nós, é diferente. E a gente comemora como se aqui ele estivesse, 100 anos de história do Sacaca, são 100 anos de história do Amapá, de Macapá, da cultura do preto, da preta. Enfim, de toda a figura popular desse estado. É muito emocionante, principalmente dividir com todo mundo”.

Armistrong Sacaca, filho do Mestre Sacaca
Armistrong Sacaca, filho do Mestre Sacaca

Sacaca dedicou sua vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas, razão pela qual a Mangueira decidiu reverenciá-lo neste carnaval.


Com o samba-enredo composto por artistas amapaenses, a Estação Primeira de Mangueira desfila na madrugada do dia 15 de fevereiro, às 2h30.


*Estagiária sob supervisão


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