Mangueira escolhe samba 15 com Joãozinho Gomes para exaltar “Sacaca do encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra
- perolapedrosa7
- 28 de set.
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Atualizado: 28 de set.
Janete Carvalho

A grande final do Festival de Samba da Estação Primeira de Mangueira aconteceu neste sábado, dia 27, e reuniu apaixonados pelo ritmo e pelas tradições do carnaval carioca. O evento contou com uma noite marcada por emoção, canto forte da comunidade e a vibração das torcidas organizadas que lotaram a quadra da escola no Rio de Janeiro. Após uma disputa acirrada entre os quatro concorrentes, o samba 15 conquistou os jurados, sendo declarado o grande vencedor da noite.
O samba 15 é parceria de Pedro Terra, Joãozinho Gomes, Paulo Cézar Feital, Herval Neto, Igor Leal e será o hino oficial que embalará os desfiles da Mangueira no Carnaval de 2026. A obra se destacou pela melodia, poesia nas letras e pela forma como representou o enredo “Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”.
Entre os compositores do samba vencedor, está Joãozinho Gomes, referência cultural do estado do Amapá, que não conteve a emoção.
“Quero agradecer tanta gente que não dá para ser agora porque nós estamos em plena fé. É uma emoção única, é a primeira vez que eu participo como compositor de samba enredo de uma dimensão como essa, e sendo vencedor, levando o samba enredo que fala do meu estado, da minha gente e de uma escola de samba gigantesca que presta uma homenagem dessa ao Amapá, não tem preço, é uma coisa fantástica que está acontecendo”.
O governador do Amapá Clécio Luís destacou a importância do enredo, e o que representará para o estado a visibilidade na Marque de Sapucaí e a participação dos compositores amapaenses na grande final.

“A mangueira vai falar da nossa ancestralidade, da nossa Amazônia indígena, cabocla, ribeirinha, a nossa Amazônia dos povos da floresta, mas vamos falar também, da Amazônia ainda pouco falada, que é a Amazônia negra. Nós temos população negra muito forte, em Macapá, Santana em outros municípios. Então vamos falar dessa Amazônia negra que é muito forte para o Amapá. É uma política de emoção, verdade, muita poesia, é o carnaval, mas que também tem propósito de descobrir o Amapá, gerar renda, tornar o estado conhecido positivamente. Aos quatro sambas que participaram eu quero dizer que eles se superaram, mostraram a força da literatura, da poesia, e ritmo, mas o mérito do enredo foi para aquele que vai para a Marques de Sapucaí. Estão de parabéns o enredo, os compositores e boa parte das composições foram feitas por mulheres, e isso é muito importante”.
Claudio Márcio diretor de harmonia da Verde e Rosa, ressaltou que a Mangueira sempre foi conhecida por unir ancestralidade e inovação, e falar do Sacaca remete a tradição.
“Os quatro sambas finalistas foram lindos! A Mangueira escolheu o Samba 15 e agora é trabalhar e mostrar para a avenida e para o mundo, porque o carnaval é o mundo, a história do Sacaca. A história do Amapá é uma responsabilidade imensa que a Mangueira está tendo, a história do Sacaca é a negritude da Amazônia, a Mangueira é a negritude do Rio de Janeiro, então casou muito bem o enredo e vai ser lindo!”.

A Rádio Difusora esteve presente na cobertura da competição, com transmissão ao vivo pela rádio e pela live nas redes sociais. A vitória reforça o talento dos compositores da comunidade e do estado do Amapá e mantém viva a tradição de celebrar a cultura do samba como expressão máxima da identidade mangueirense.




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