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Julho das Pretas: Unifap promove evento para abordar protagonismo de mulheres negras no jornalismo amapaense

  • perolapedrosa7
  • 29 de jul.
  • 3 min de leitura

Jamile Moreira

JULHO DAS PRETAS
O Centro Acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá realizou uma mesa redonda com o tema Vozes Negras no Jornalismo Amapaense, a presença de três profissionais em destaque em Macapá
O Centro Acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá realizou uma mesa redonda com o tema Vozes Negras no Jornalismo Amapaense, a presença de três profissionais em destaque em Macapá

Para promover visibilidade e reconhecimento às mulheres negras no jornalismo amapaense, o Centro Acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá realizou uma mesa redonda com o tema Vozes Negras no Jornalismo Amapaense. O evento faz parte da programação Julho das Pretas, campanha nacional que incentiva a reflexão, luta e reconhecimento da trajetória das mulheres negras no Brasil.


A estudante de jornalismo e membro do Centro Acadêmico, Yasmym Bentes, explicou que o evento foi pensado não só para destacar a atuação das mulheres negras no jornalismo, mas também de gerar representatividade nas alunas do curso, que são em sua maioria negras.


“O Julho das Pretas é para a gente trazer visibilidade para as pautas que nos atravessam, sejam enfrentamentos, sejam denúncias, sejam também visibilidade de um ponto positivo. Porque a gente sabe que o fator gênero, ele já é um empecilho muito grande na nossa profissão enquanto jornalista, agora quando você adiciona o fator raça, é um empecilho ainda maior e elas estão hoje em posição de destaque. Então, hoje esse encontro é com os acadêmicos do curso de jornalismo, também porque o nosso curso tem muitas jovens negras, e é uma forma de dar exemplo, de comunicar, de conversar”, explicou Bentes.
O evento além da troca de experiência com os acadêmicos também destacou as trajetórias, desafios e contribuições das convidadas para a comunicação e a sociedade
O evento além da troca de experiência com os acadêmicos também destacou as trajetórias, desafios e contribuições das convidadas para a comunicação e a sociedade

Entre as profissionais que participaram do debate, a jornalista e diretora da rádio Difusora de Macapá, Lilian Monteiro, destacou a importância de eventos como o Vozes Negras no Jornalismo para derrubar estigmas e quebrar preconceitos em torno das profissionais e mulheres negras.


“Estou muito feliz em dividir a bancada com mais duas mulheres negras que estão também desenvolvendo um trabalho em outros veículos, mas com uma importância gigante. É uma vitória, mas a gente tem muito o que avançar, porque as pessoas precisam compreender que nós estamos ocupando lugares, espaços de poder, pelo nosso talento, pela nossa competência, e não achar outros tipos de justificativa para que a gente possa ter um estigma. Esse é um evento também para quebrar estigmas, preconceitos e para a gente lutar todo dia, porque a gente só luta e resiste todos os dias”, destacou Lilian.

A jornalista e apresentadora Josi Paixão, atua há 15 na comunicação, compartilhou um pouco da sua trajetória e da necessidade que teve de provar o seu potencial para ocupar um espaço de protagonismo na comunicação.

O evento faz parte da programação Julho das Pretas, campanha nacional que incentiva a reflexão, luta e reconhecimento da trajetória das mulheres negras no Brasil
O evento faz parte da programação Julho das Pretas, campanha nacional que incentiva a reflexão, luta e reconhecimento da trajetória das mulheres negras no Brasil
“Porque às vezes você é um excelente profissional. Você é negro, você é pobre, você é periférico, aí já fica um pouco mais difícil. E quando a gente consegue romper essa bolha estrutural que infelizmente ainda vem nos acompanhando, aí sim a gente pode dizer, sou protagonista, estou pronto para falar de mim para outras pessoas, para inspirá-las também a romper essa bolha e sair aí no mercado de trabalho.”

O evento além da troca de experiência com os acadêmicos também destacou as trajetórias, desafios e contribuições das convidadas para a comunicação e a sociedade, figurando como um espaço de inspiração, fortalecimento e construção coletiva.

 
 
 

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