Governo do Amapá reúne especialistas nacionais para fortalecer vigilância e controle de zoonoses
Andreia Tavares

Com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância em saúde e qualificar profissionais que atuam diretamente no atendimento à população, o Governo do Amapá realiza, de 22 a 24 de junho, o Seminário Estadual de Vigilância e Controle de Zoonoses e seus Agravos. O evento é promovido pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e reúne especialistas do Ministério da Saúde, Instituto Butantan e Universidade Federal do Pará.
A programação aborda temas importantes para a saúde pública da região amazônica, como leishmanioses, doença de Chagas, micoses endêmicas, acidentes por animais peçonhentos, vigilância epidemiológica e diagnóstico laboratorial.
De acordo com a chefe da Unidade de Controle de Zoonoses da SVS, médica veterinária Silvia Magalhães, um dos principais desafios do estado é identificar precocemente os casos para garantir uma resposta rápida e eficaz.
"Então, os grandes desafios na verdade é a gente conseguir atuar de forma precoce. Pois a gente observa que ainda acontecem eventualmente alguns agravos de zoonoses. Mas o desafio maior é atuar e identificar precocemente esses agravos para que a gente possa ter uma resposta mais rápida”.
O seminário reúne gestores, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, profissionais de laboratório e representantes dos 16 municípios amapaenses. Entre os participantes está a guarda-parque e enfermeira Leandra Nunes, que destaca a importância da capacitação para os profissionais que atuam diretamente junto à população.
"A questão da informação, acredito que não só para mim, mas também para a minha equipe, vai ser muito importante para gente poder identificar esses agravos a qual estão subescondidos na sociedade".
O seminário conta com a participação de especialistas do Ministério da Saúde. Para o coordenador-substituto da Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, Flávio Santos Dourado, a região amazônica exige atenção especial devido às características territoriais e à maior vulnerabilidade de algumas populações.
"A região amazônica como um todo é uma área de grande importância para as zoonoses. Aqui são muitos municípios que têm uma alta circulação desse tipo de doença. São doenças também que atingem de maneira mais importante populações vulneráveis, como povos indígenas e ribeirinhos. Então tem que ter um olhar diferenciado, porque essa é uma região que de fato a gente precisa ter um pouco mais de atenção do que em outras regiões do Brasil".
O seminário segue até esta quinta-feira.24, promovendo a troca de experiências entre especialistas e profissionais da saúde, fortalecendo as estratégias de vigilância e controle de zoonoses em todo o estado.
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