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Joãozinho Gomes, um dos maiores poetas e letristas da Amazônia e do Brasil

1 de jul.
2 min de leitura

Ainda jovem, se descobriu na leitura, na literatura, no convívio com a obra de grandes escritores e poetas, desvendando e reconhecendo seu próprio caminho.

Os primeiros versos, a música brasileira, mais um deslumbramento - outro reconhecimento.


Na esquina da Av. 1° de Dezembro com a Rua Itororó ( hoje Dr. Enéas Pinheiro) em Belém, entre um grupo de jovens artistas e suas inquietações - o sonho e os primeiros companheiros.


No contato com as obras dos poetas, compositores e cantores independentes pulsando para se consolidarem definitivas – O sonho, os companheiros e a forma – tudo junto, era mesmo seu caminho.


Com a simplicidade estampada em cada gesto a timidez não o revela, apenas disfarça a sabedoria de capturar discretamente a vida ao seu redor para reordenar seus sinais na intimidade da sua criação. Não pensem em solidão, é intimidade mesmo, é o momento em que se transmuda para seduzir as palavras, cantarolar para frases inteiras, deflorar metáforas e copular com a inspiração, que aonde vai o segue como chama que nunca se apaga.


É do interior, nascido uma e muitas vezes aqui e por aqui. Como parido de onça, de um igarapé, de uma magra palmeira ou num batuque enquanto a flecha passa. Também nasce de versos e rimas, de brasis e de pessoas, nasce do centro, dos lados ou do interior de algum detalhe quase imperceptível.


É um dos maiores poetas e letristas da Amazônia e do Brasil. De sua obra muita coisa ainda é inédita, não só na poesia como nas centenas de letras musicadas.


Do letrista apenas uma pequena parte está registrada pelos próprios parceiros e alguns outros artistas, talvez nem vinte por cento das canções feitas com Lôbel, Luhli e Lucina, Nilson Chaves, Rafael Lima, Walter Freitas, Genésio Tocantins, Eudes Fraga, Elton Ribeiro, Juraildes da Cruz, Jean Garfunkel, Mário Moraes, Marco André, Cláudio Lobato, Lano Cabral, Marco Antônio (Marcão), Salomão Habib, Albery Jr, Cláudio Nucci, Jane Duboc, Telma Tavares, Marta Strauss, Madan, Paulo Fraga, Rafael Altério, Ziza Padilha, Sérgio Souto, Enrico Di Miceli, Celso Viáfora, Chico César, Vital Lima, Sebastião Tapajós, Felipe Cordeiro, Pedrinho Callado, Osmar Júnior, Marcelo Sirotheau, Aldo Moreira, Zé Miguel, Pedrinho Cavalero, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem, Augusto Hijo, Mário Mouzinho, Helder Brandão, João Milhomem, Ricardo Iraguani, Vicente Moura, Marcelo Schneider, Cléverson Baia, Vicente Barreto, Zeca Baleiro, Marco Antonio Quinan, Cuca Nonato, Zé Luiz Manechi, Pratinha Saraiva, Orestes Mourão, Tó Nascimento, Macário Lima, Irene Portela, Tato Fischer, Klébi Nori, Delço Taynara, Fernando Carvalho e comigo.


Difícil andar pela Amazônia sem ouvir e cantarolar um verso saído de seu ofício, na música de algum parceiro. Mais difícil ainda não entender sua influência esparramada pelo caminho que percorre.


Mestre-aprendiz - orgulho de todos os companheiros, parceiros, amigos, irmãos e muitos brasileiros.


Sua obra é também recomendada para quem quer conhecer e falar da Amazônia ou entender melhor a palavra simplicidade.


À Benção Joãozinho dos Gomes, meu irmão.


(Texto escrito e assinado por Marcos Quinan, escritor goiano)


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Aroldo Pedrosa é poeta, compositor, cantor, produtor cultural e jornalista

 
 
 

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