Governo do Amapá fortalece educação ambiental com torneio de Futlama na Orla do Santa Inês
Andreia Tavares

Encerrou no domingo, 21, o Torneio de Futlama, ocorrido na Orla do Santa Inês, em Macapá. A programação durou dois dias e fez parte do Junho Verde 2026. O objetivo foi unir esporte e consciência ambiental, incentivando a preservação dos rios, das margens e de todo o ecossistema amazônico.
Atletas de 16 equipes masculinas e femininas entraram na lama em disputas eliminatórias que foram muito além da competição.
Mais do que levantar troféus, medalhas e conquistar premiações, os participantes reforçaram uma mensagem essencial: cuidar dos rios, das margens e de todo o ecossistema amazônico é uma responsabilidade coletiva. Ao longo do mês, o Junho Verde promoveu ações como a limpeza da orla e o incentivo ao descarte correto de resíduos. Débora Lobato, jogadora do Golfinhos, destacou a importância da iniciativa realizada antes dos jogos.
"Antes de começar esse torneio teve uma ação para tirar os resíduos que ficam aqui. Eu achei muito importante. A gente teve que fazer uma equipe para recolher o lixo. Isso é muito importante para preservar uma coisa que só nós temos."
O Futlama, tradição que atravessa gerações desde a década de 1990, mostra que é possível aprender, se divertir e fortalecer o sentimento de pertencimento ao mesmo tempo. Com nomes inspirados na fauna, na flora e nas lendas da Amazônia, as equipes demonstram o orgulho de ser amapaense.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Marcos Almeida, a competição encerrou um mês inteiro de atividades voltadas à conscientização da população.
"A principal mensagem que a gente traz é: jogue lixo no lixo. Lixo não é para ser jogado na orla. Precisamos manter a nossa orla limpa para estimular cada vez mais esportes como esse, como o Futlama."
O torneio reuniu público, atletas e famílias em um verdadeiro espetáculo de cultura popular e consciência ambiental.
Para o jogador Couto Menezes, preservar o meio ambiente também significa garantir que a tradição do Futlama continue existindo para as próximas gerações.
"Para nossa cidade, que praticamente usa a lama para a prática do futebol, é importante que esteja tudo limpo e que a galera se conscientize disso também. Quer tomar sua cerveja, quer tomar sua água, não joga no rio, porque isso prejudica as pessoas."
Mais do que a disputa pelo troféu, o evento deixou uma mensagem de responsabilidade coletiva e reforçou que preservar o meio ambiente é um compromisso de todos.
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