Especialistas discutem estratégias contra vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá
- svioalmd4
- 1 de out.
- 2 min de leitura
Edy Wilson Silva

O avanço da vassoura-de-bruxa da mandioca, praga que tem afetado agricultores familiares no estado, foi tema de debate na última quarta-feira (1º), no auditório da Embrapa Amapá, durante a programação da Semana de Integração — Pesquisa e Extensão Rural.

O encontro reuniu técnicos, pesquisadores e extensionistas com o objetivo de alinhar estratégias de combate à doença. A pesquisadora Cristiane Ramos, da Embrapa Amapá, ressaltou a gravidade da situação e defendeu a aproximação entre a pesquisa científica e o trabalho no campo para conter a propagação da praga.
“Esse encontro é muito importante para integrar a pesquisa com a extensão rural. O papel da Embrapa é buscar alternativas e estratégias de pesquisa para encontrar soluções para o problema da vassoura-de-bruxa da mandioca, que é causada por um fungo. Precisamos da parceria com a extensão rural para que essas soluções possam chegar até os produtores; também precisamos da colaboração deles para nos ajudar a encontrar alternativas. Hoje, nove municípios do Amapá e um no Pará estão afetados. A praga se dispersa pelo ar e pelo transporte de material contaminado. Por isso é extremamente importante que a população evite transportar mandioca ou folhas de mandioca contaminadas e não entre em roças atacadas, para não correr o risco de transmitir a doença a regiões ainda não afetadas”.

Já o diretor-presidente do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Kelson Vaz, frisou que a reunião buscou alinhar protocolos e preparar os técnicos para dar respostas rápidas aos agricultores.
“Hoje reunimos extensão e pesquisa para um ciclo de debates — uma roda de conversas sobre protocolos, procedimentos e abordagens técnicas que serão adotadas no combate fitossanitário à vassoura-de-bruxa no estado do Amapá, abrangendo os municípios afetados. Também definiremos campanhas educativas sanitárias, com o apoio dos órgãos de defesa; a extensão rural estará diretamente envolvida. O objetivo é definir encaminhamentos para o acompanhamento pela extensão. Quero preparar meus técnicos para que estejam com a informação atualizada quando forem acionados pela crise fitossanitária e, assim, dar respostas aos agricultores afetados, principalmente em territórios indígenas e na agricultura familiar. Desde 2023, por determinação do governador Clécio Luís, atuamos prontamente: em abril, no território indígena de Oiapoque, foram implementadas ações humanitárias, fornecimento de kits de alimentos e contratação de 15 indígenas contratados pelo governo do estado como técnicos, que, junto com a extensão rural, acompanham a crise".
O encontro teve como objetivo promover a troca de experiências entre pesquisa e extensão rural, visando desenvolver estratégias e soluções que apoiem os produtores rurais no enfrentamento da crise fitossanitária.
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