Comunidade de São Tomé do Aporema, em Tartarugalzinho, é reconhecida como remanescente de quilombo
- svioalmd4
- 9 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Marcelo Guido

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) identificou o terreno onde está localizado na comunidade de São Tomé do Aporema, no município de Tartarugalzinho, como remanescente de quilombo.
O reconhecimento foi oficializado por meio de declaração publicada no Diário Oficial da União, no dia 1º de abril.
A área compreende 2,17 mil hectares e, segundo levantamento, abriga 20 famílias em moradia permanente. O mesmo estudo do Incra aponta que outras oito famílias mantêm residência temporária na região, totalizando 93 habitantes na comunidade.
O reconhecimento tem como objetivo garantir a posse e a propriedade das áreas tradicionalmente ocupadas por afrodescendentes. Historicamente, essas comunidades são formadas por descendentes de africanos escravizados que fugiram e resistiram ao regime escravista.
A comunidade de São Tomé do Aporema se formou a partir da chegada à região de Marcelino Cardoso e Maria Malvina Dias, vindos do estado de Pernambuco, na época em fuga do sistema escravista vigente no Brasil.
Registros do Incra indicam que uma área de quilombo começou a se formar quando o casal saiu em busca de terras para viver. Naquele período, os dois residiam no quilombo do Igarapé do Palha, localizado no baixo rio Araguari, nas proximidades da sede do município de Ferreira Gomes.
Posteriormente, instalaram-se na região conhecida como Vale do Rio Aporema, onde atualmente está situada a comunidade de São Tomé do Aporema.
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