Com apoio do Governo do Amapá, parteiras tradicionais realizam congressos em municípios do estado
- Jolinda Ferreira
- 9 de jul.
- 2 min de leitura
Jamile Moreira

Para mapear, reorganizar e fortalecer a sua atuação, a Rede Estadual das Parteiras Tradicionais está promovendo congressos em vários municípios e regiões do Amapá. A iniciativa, que tem o apoio do Governo do Estado, busca construir políticas públicas voltadas à valorização da categoria.
Os municípios de Laranjal do Jari, Mazagão, Santana e o distrito do Bailique já receberam a programação que reúne as parteiras tradicionais, ouve suas realidades e reafirma o papel histórico e social que essas profissionais exercem dentro das comunidades.
De acordo com Marinez Lopes, vice-presidente da rede estadual das parteiras tradicionais, o encontro acontece de dois em dois anos, e este ano tem como diferencial a itinerância nos municípios do estado.
“Este ano a gente vem com o diferencial do encontro, que é discutir nos municípios, construir os congressos nos municípios do Amapá. E nesses encontros a gente está discutindo sobre a nossa rede, que a gente está precisando atualizar, reorganizar as parteiras tradicionais do Amapá. Então por isso a gente está indo de município em município para ver como elas estão, onde elas estão e como elas vivem. Porque, por exemplo, o Governo Federal, através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), fez o tombamento das parteiras tradicionais como patrimônio imaterial do Brasil e a gente está discutindo para entender o que é tudo isso”, explicou a vice-presidente.
Ainda segundo Marinez, com o apoio do Governo do Amapá a Rede Estadual mantém o compromisso de dar visibilidade a essas mulheres que, há gerações, prestam assistência onde o SUS não chega, mantendo viva uma tradição de cuidado e resistência.
“Com o apoio do Governo do Estado, construindo e dentro dessa construção a gente criou um programa, um grupo de trabalho para formular, pautar e discutir políticas públicas para as parteiras tradicionais no Estado do Amapá. A gente não pode esquecer esse legado que ainda somos muitos atuantes, apesar de que às vezes a gente ouve dizer, ah, não sabia nem que existia a parteira, mas nós parteiras estamos presentes em todo o estado do Amapá, atendendo aonde o SUS não chega e o governo do Clécio abre as portas para nos ouvir, nos acolhe, para junto com a gente formular um processo de políticas públicas para as parteiras tradicionais do Amapá”, finalizou Marinez.
Ainda este mês, no dia 16 de julho, o encontro acontece em Ferreira Gomes, no, dia 17 em Tartarugalzinho e nos dias 24 e 25 em Calçoene.
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