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Autonomia financeira: saída para mulheres romperem ciclos de violência doméstica

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Edy Wilson Silva


EDUCAÇÃO FINANCEIRA
A palestra abordou como a dependência econômica pode manter muitas mulheres em relacionamentos abusivos e integrou as ações do Governo do Amapá pelo Mês Internacional da Mulher
A palestra abordou como a dependência econômica pode manter muitas mulheres em relacionamentos abusivos e integrou as ações do Governo do Amapá pelo Mês Internacional da Mulher

Mulheres vítimas de violência doméstica participaram, na tarde desta quarta-feira (4), de uma roda de conversa sobre autonomia financeira. O encontro foi no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Tia Zefa, no Centro de Macapá.


A palestra discutiu como a dependência econômica ainda mantém muitas mulheres presas a relacionamentos abusivos. A inciativa faz parte das ações do Governo do Amapá em alusão ao Mês Internacional da Mulher.


Segundo a especialista em educação financeira, Eliane Pinheiro, a falta de renda própria e de informação é um dos principais fatores que dificultam o rompimento do ciclo de violência. Durante o encontro, ela apresentou noções de orçamento familiar, economia doméstica e alternativas de geração de renda, destacando o empreendedorismo como caminho possível para reconstrução financeira e pessoal.


“Quando a mulher conquista independência financeira, ela passa a ter poder de escolha. Pode decidir se permanece ou se sai de um relacionamento. Muitas vezes, a falta de renda impede que ela rompa um ciclo de violência. Sem autonomia financeira, torna-se difícil dizer não. Algumas permanecem por causa dos filhos ou pela ausência de apoio familiar. Também há a questão da falta de informação. Muitas mulheres não sabem que existe uma rede de apoio e políticas públicas voltadas especificamente para atendê-las. Ainda assim, é fundamental que cada uma busque sua própria autonomia. Por isso, falo sobre orçamento familiar, economia doméstica e empreendedorismo. É possível começar de casa, com poucos recursos, aproveitando talentos que a própria mulher já possui”, destaca a palestrante.

A iniciativa reforça que educação financeira, nesse contexto, vai além do controle de gastos: torna-se instrumento de liberdade e reconstrução.


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