Ativismo ambiental e empreendedorismo social: o impacto do cooperativismo na Ilha de Caratateu
- Jolinda Ferreira
- 8 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Edy Wilson

Se você anda pelas ruas da Ilha de Caratateua, em Belém do Pará, talvez não perceba de imediato o poder de transformação que nasce do trabalho silencioso de quem coleta o que muitos descartam. Mas por trás de cada latinha, papelão ou vidro recolhido, há uma rede de esperança e sustentabilidade movida por gente que acredita na força da coletividade. É o caso da Cooperativa de Catadores do Distrito de Outeiro (COCADOUT), que há 18 anos atua com firmeza, dedicação e amor à causa ambiental.
Quem explica essa trajetória com a autoridade de quem vive cada desafio é a presidente da cooperativa, Rosalina do Rosário da Silva, liderança incansável na luta por dignidade e respeito para os catadores. A seguir, ela fala com suas próprias palavras sobre o trabalho desenvolvido na comunidade:
“Olá, eu me chamo Rosalina do Rosário, coordeno uma cooperativa há 18 anos aqui na Ilha de Caratateua, distrito de Outeiro, Belém do Pará. Atualmente, somos 12 cooperados e trabalhamos com a coleta seletiva de materiais recicláveis, não perigosos. Nosso serviço inclui a retirada de resíduos porta a porta, em empresas, condomínios e escolas aqui da Ilha. Além de atender outros bairros do distrito de Outeiro que nos solicitam. A reciclagem é a nossa principal fonte de renda e é, ao mesmo tempo, uma forma de contribuir com o meio ambiente. Coletamos ferro, latinha, papelão, vidro, cobre, recipiente de hidratante, desodorante e até o lixo eletrônico. Nosso objetivo é garantir o sustento de quem precisa e, ao mesmo tempo, promover sustentabilidade na nossa comunidade”, destaca a presidente.
A atuação da cooperativa vai além da coleta de resíduo. A cooperativa desempenha um papel essencial na conscientização ambiental da comunidade, incentivando a separação correta do lixo, demonstrando a importância da reciclagem para a preservação dos recursos naturais. O impacto desse trabalho é visível não apenas no meio ambiente, mas também na vida dos cooperados, que encontram na reciclagem uma fonte digna de sustento.
Com a sede na Avenida Central Park, número 63, bairro Água Boa, Ilha de Caratateua, a cooperativa segue crescendo e expandindo sua atuação. O projeto reforça a reciclagem como ferramenta de transformação social e desenvolvimento sustentável, provando que as ações coletivas podem fazer a diferença no futuro do planeta.
A Ilha de Caratateua abriga cerca de 90 mil habitantes, se consolidando como exemplo vivo da sustentabilidade, especialmente em um ano crucial para o debate ambiental. Com iniciativas como a da COCADOUT, a região se fortalece como referência para a COP-30, que será sediada este ano em Belém do Pará.
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