Amapá se estrutura para enfrentar tráfico de pessoas e pedofilia com apoio internacional
- svioalmd4
- 8 de jul.
- 2 min de leitura
Janete Carvalho

O delegado-geral da Polícia Civil, Cezar Augusto Vieira, reuniu a imprensa na manhã desta terça-feira, 8 de julho, para enfatizar as ações do Estado no combate aos crimes de pedofilia e tráfico humano.
Ele estava acompanhado do americano Tim Ballard, ex-agente especial do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos e fundador da Tim Ballard, organização internacional dedicada ao combate ao tráfico de pessoas e à pedofilia em nível global.

Na ocasião, o delegado fez uma breve avaliação do esforço que o Amapá vem realizando para combater esses crimes e destacou a importância da presença de Tim Ballard como referência em investigações dessas práticas criminosas.
“É importante os investimentos que vêm acontecendo na Segurança Pública no Estado do Amapá, especialmente na Polícia Civil. Tecnologias, inteligência, armamento, viatura, capacitações. E agora chega alguém que já atuou na linha de frente e vem trazer um pouco da sua experiência para agregar aqui na Polícia Civil do Amapá, fazendo esse enfrentamento a crimes tão perversos que envolvem crianças e adolescentes como vítimas. O Tim Ballard, vem trazer um pouco da sua experiência e conhecendo o cenário, do Oiapoque, situação de garimpo, de área ribeirinha, os abrigos aqui no estado do Amapá, justamente para termos essa maior dimensão e essa amplitude juntamente com aqueles investimentos que vêm sendo trazidos pelo governo do estado e assim possamos entregar um trabalho com maior resultado e eficiência para a população do Amapá”.
A presença do americano simboliza a ampliação e o alcance das ações, promovendo uma cooperação internacional essencial no enfrentamento às redes criminosas. No entanto, ele busca em Brasília apoio político para alterar uma lei que permita a atuação de policiais estrangeiros infiltrados em investigações contra esses crimes. A tradução é feita por Lidiane Boccard.
“Tantos os brasileiros quanto os estrangeiros que possam trabalhar disfarçados e desmantelar redes de tráfico humano, porque é muito difícil trabalhar se não estiver disfarçado, então o primeiro passo é mudar a lei, nós fomos lá, tivemos audiência e agora viemos para o Amapá para conseguir trabalhar, estou disposto a ajudar, mas não posso fazer esse trabalho infiltrado”.
Tim enalteceu o trabalho da polícia amapaense. Ele percebeu o interesse do Estado no combate à pedofilia e ao tráfico humano.
“No estado do Amapá eu vejo como prioridade, há interesse do delegado César e das outras pessoas que eu conheci, então as crianças do Amapá têm muita sorte, porque na maioria das cidades não tem tecnologia para descobrir esses crimes e fazer investigações, o Amapá tem interesse e nós tentaremos ajudar, porque você vê boa vontade da equipe de segurança pública”.
A agenda inclui visitas técnicas aos municípios de Calçoene e Oiapoque, regiões estratégicas na prevenção e repressão dessas práticas.
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