Amapá rumo à semifinal da Mangueira, no Rio de Janeiro
- perolapedrosa7
- 19 de set.
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Edy Wilson

Os sambistas e compositores amapaenses partiram neste sábado (20) para o Rio de Janeiro, rumo ao Palácio do Samba, sede da Estação Primeira de Mangueira, para apresentarem os sambas 103 e 105 já classificados para a final que acontece dia 27, e vai definir o samba oficial da Verde Rosa.
É a primeira vez que sambas do Amapá alcançam a semifinal da Mangueira, um feito histórico que reforça a riqueza musical do estado, valoriza os artistas locais e projeta a identidade cultural amapaense em nível nacional.
O governador Clécio Luís destacou a qualidade das composições e explicou como a conquista foi possível. Para ele, trata-se de uma oportunidade única de projetar o Amapá para o Brasil e o mundo contado a história do povo da floresta:
“Fizemos uma eliminatória de samba de enredo aqui no Amapá, às margens do Rio Amazonas. Aqui se inscreveram seis grandes sambas de enredo. Era para se classificar um para a final, mas o resultado foi surpreendente, a qualidade dos nossos compositores e das obras foi tão alta, que não tiveram como levar apenas um. Dois sambas foram classificados: o 103 e 105. Eles se apresentam amanhã na semifinal no Rio de Janeiro, mas já estão classificados para a final”.

O sambista Marcelo Zona Sul, um dos autores do samba 103, falou emocionado sobre o momento e agradeceu ao Governo do Estado por todo apoio aos artistas amapaenses.
“Agradecido ao Governo do Estado por ter abraçado esse projeto da Mangueira, onde estamos fazendo carnaval, fazendo samba, fazendo o que a gente sabe fazer. É o samba mais escutado no canal do YouTube com mais de 50 mil visualizações. Onde o Palácio do Samba está esperando para ouvir o nosso samba e com certeza a gente vai fazer uma belíssima apresentação e se consagrar em 2026, o hino oficial da Mangueira”.
Já o carnavalesco e sambista Híckaro Silva destacou o ineditismo da conquista. Ele também fez questão de agradecer o apoio institucional que o Governo do Estado tem dispensado para que o samba amapaense ganhasse projeções nacional e até internacional.

“É muito gratificante, a emoção não cabe no peito. É a primeira vez que um samba do Amapá disputa uma final no Palácio do Samba. Isso só foi possível graças ao apoio do governador Clécio Luís e do Governo do Estado, que acreditaram na potência do nosso Carnaval, o terceiro maior do país. Levou a gente para o maior palco do planeta”.
O enredo da escola para 2026 será “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, uma homenagem ao lendário curandeiro amapaense.




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