Amapá destaca protagonismo dos povos tradicionais na luta por justiça climática durante a COP-30
- Jolinda Ferreira
- 12 de nov.
- 2 min de leitura
Edy Wilson Silva

No coração da Green Zone, uma das áreas mais visitadas da COP-30, o estande do Amapá se transformou em uma verdadeira vitrine da Amazônia brasileira. O espaço apresentou o estado como protagonista nas discussões sobre justiça climática e valorização dos povos tradicionais.
Na quarta-feira (12), o Amapá participou do primeiro painel da manhã da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), com o tema “Povos Tradicionais falam em Justiça Climática”. O debate foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Marabaixo, e contou com a presença da secretária extraordinária dos Povos Indígenas, Sônia Jeanjacque, além de representantes do Instituto Mapinguari e de outras instituições.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, o painel reforçou o protagonismo das comunidades tradicionais na construção de políticas públicas voltadas ao clima e ao meio ambiente.
“O primeiro painel do dia tratou de justiça climática e das comunidades tradicionais do Amapá. Tivemos a participação da secretária Sônia Jeanjacque, do Instituto Mapinguari, da Fundação Marabaixo e de outros parceiros. Discutimos como esses povos são fundamentais para enfrentar os grandes impactos que o clima e o meio ambiente vêm sofrendo. São comunidades com saberes ancestrais que mantiveram a floresta em pé até hoje. Esse foi o olhar que o governo do Estado apresentou na COP e vem consolidando em suas ações: comunicar com seus povos, ouvi-los e ter a certeza de que uma política pública de qualidade e eficaz é aquela que tem equidade. Fazer política com equidade é ouvir o seu povo”, afirmou Josilana.
A indígena Aniceia Forte, da etnia Karipuna, de Oiapoque, se emocionou ao relatar como as mudanças climáticas já afetam o modo de vida de sua comunidade.
“A mudança climática afetou primeiro a nossa mandioca. A nossa roça era de onde tirávamos o alimento e o dinheiro para comprar cadernos, lápis, roupas e sapatos. A mandioca, como dizem os mais velhos, era o nosso banco, o nosso sustento de todos os dias. Agora, com a mudança do clima, tudo isso está sendo comprometido. A água e os peixes também — há peixes morrendo, a água está contaminando, igarapés estão secando. Nós sempre cuidamos da natureza, mas, infelizmente, as mudanças climáticas estão afetando tudo”, disse.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também participou dos debates, reforçando o papel do Amapá como voz ativa na defesa da Amazônia e na busca por soluções globais diante da crise climática.
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