Amapá conquista reconhecimento nacional por resultados na alfabetização infantil
- perolapedrosa7
- 13 de out.
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Janete Carvalho

O governador do Amapá, Clécio Luís, recebeu, de forma inédita, a Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa, nesta segunda-feira (13), durante solenidade realizada no Senado Federal.
O reconhecimento destaca os avanços da educação no estado e segue critérios técnicos baseados no Índice Estado Alfabetizador, que avalia resultados de alfabetização, equidade racial e socioeconômica, formação continuada de professores e engajamento em regime de colaboração.
Durante a solenidade, o governador Clécio destacou o trabalho coletivo que tem impulsionado os avanços na alfabetização das crianças e dedicou a premiação a todos que fazem a educação no Amapá.
"Recebo esta comenda, governadores, pela alfabetização das crianças na idade certa, não como um prêmio pessoal, mas como um reconhecimento de um esforço coletivo construído com o suor e a dedicação de milhares de profissionais que acreditam que transformar a educação é o caminho mais seguro para mudar o nosso país. Trago comigo o nome do povo do Amapá, um povo amazônida, resiliente, que vive entre rios, florestas e cidades e que aprendeu a fazer muito, mesmo quando os recursos são poucos".
Clécio reconheceu que ainda existem desafios a enfrentar, especialmente nas regiões ribeirinhas, onde o acesso às escolas e aos recursos pedagógicos demanda ações contínuas para garantir igualdade de oportunidades a todos os estudantes.

"O acesso é difícil, o transporte é mais caro e o tempo da natureza impõe outro ritmo ao nosso trabalho e à nossa vida. Fazer educação na Amazônia é, antes de tudo, um ato de coragem. É impossível não me emocionar pelo fato de ter, na minha trajetória de professor, não apenas a vivência da sala de aula, mas também de ter sido secretário de Educação aos 26 anos de idade. Naquela época, o esforço era de colocar as crianças para dentro da escola. Muitos desafios foram superados, mas alguns ainda persistem. No Amapá, nós temos um exemplo ainda muito cruel: as salas multisseriadas. Para nós, é um dos grandes desafios — numa única sala, várias séries, com alunos de séries diferentes e um único professor. No Amapá, muitas vezes, o caminho até uma escola é feito de barco. Há escolas que dependem da maré para funcionar, que enfrentam a distância e o isolamento como parte do cotidiano e, mesmo assim, essas escolas resistem e ensinam — e também nos ensinam".
Clécio destacou os avanços obtidos com a reconstrução de novas escolas, que têm melhorado a infraestrutura da rede pública e as condições de aprendizado, especialmente para estudantes de comunidades mais distantes.
"Nesses dois anos e meio, nós tivemos um esforço gigantesco para reformar escolas e, além das reformas, nós já entregamos 30 novas. Essas escolas novas são no mesmo endereço, com o mesmo nome e o mesmo registro no MEC; é que elas estavam no chão e agora estão sendo construídas como novas ou reconstruídas. E nós vamos chegar agora, no próximo mês, a 40 escolas, o que representa mais de 10% de toda a nossa rede física nesses dois anos e meio. Ampliamos bastante a rede de ensino integral e convocamos sistematicamente novos profissionais da educação, frutos de concurso público — professores, pedagogos, cuidadores, intérpretes, gestores e técnicos. E os resultados estão chegando, e hoje comemoramos, e devemos comemorar muito, 46,6% das nossas crianças alfabetizadas na idade certa. Pode parecer pouco diante de estados que já estão muito na frente, como o Ceará, mas para nós são grandes vitórias".

A premiação, apoiada pelo Ministério da Educação, Unesco no Brasil, Fundação Roberto Marinho e entidades do terceiro setor, evidencia os resultados positivos da política educacional amapaense.




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