Agosto Lilás: Assembleia Legislativa do Amapá homenageia vítimas de feminicídio
- svioalmd4
- 14 de ago.
- 2 min de leitura
Edy Wilson Silva

A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) realizou, nesta quinta-feira (14), no Plenário Dalto Martins, uma sessão solene alusiva ao Agosto Lilás, com o tema “Vozes silenciadas, histórias que precisam ser lembradas”. O objetivo foi conscientizar sobre a violência contra a mulher e homenagear vítimas cujas vozes foram caladas pelo abuso. O evento reforçou o combate à violência contra a mulher, homenageou vítimas de feminicídio e evidenciou a necessidade de políticas públicas para a proteção das mulheres.
A deputada estadual Telma Nery, procuradora da Mulher na Alap, enfatizou a relevância de iniciativas como esta.
“Eventos como este são fundamentais, pois a violência contra a mulher e o feminicídio, infelizmente, persistem. Esta Sessão Solene é uma forma de honrar as vítimas. Embora suas vozes tenham sido silenciadas, elas não podem ser reduzidas a meras estatísticas. Cada mulher tem sua história, sua família, e hoje as lembramos com a presença de seus familiares. Nosso objetivo é reduzir drasticamente a violência contra a mulher. Estudos indicam que, em 97% dos casos de feminicídio, a vítima nunca havia solicitado medidas protetivas. É imperativo denunciar. Procure uma delegacia, denuncie o agressor. Não se cale, pois a violência não começa com a agressão física, mas evolui gradualmente”.
Ana Tereza, irmã de Kátia Silva, vítima de feminicídio em 8 de julho de 2020, desabafou sobre a dor e a espera por justiça, já que o acusado, ex-namorado da vítima, está em liberdade por nulidade processual.
“Há cinco anos aguardamos por justiça e sempre estivemos aqui, apoiando e sendo apoiados. Isso é muito importante. A dor é muito grande, principalmente para quem conviveu com ela. Kátia Silva era muito importante para Deus, para a família, para muitos amigos, para todos nós. Ela era muito querida, então nós não vamos nos calar. Só vamos parar, só vamos ter paz, quando for feita justiça pela nossa irmã, Kátia Silva. Temos muito orgulho dela, e é uma honra levar o nome dela adiante. Estamos aqui, eu como irmã, minha família e amigos, todos pedindo e clamando por justiça”.
A jovem Jessi Jenny, irmã de Jenife Silva, assassinada na Bolívia em 2 de abril deste ano, relatou a indignação com a morosidade e as falhas na justiça boliviana.
“Atualmente, diante das constantes alterações no andamento do julgamento e das informações divulgadas nas audiências, percebemos que a justiça não está sendo efetivada. Sentimos indignação diante do descaso em relação ao caso de Jenife. O governo brasileiro precisa demonstrar à Bolívia que estamos acompanhando o caso de perto. A iniciativa promovida pelas parlamentares, especialmente pelas mulheres, através de campanhas como o Agosto Lilás, visando à conscientização, é de extrema importância. Trata-se de uma homenagem às vítimas de feminicídio e de uma forma de amparar as mulheres que sofrem violência, mostrando que é possível denunciar, independentemente da situação”.
A sessão solene contou com a presença de movimentos feministas, autoridades policiais, representantes da Justiça e do Ministério Público, além de parlamentares, familiares e amigos de mulheres vítimas de feminicídio.
Veja também nas nossas redes sociais:
Instagram:
Facebook:
X/Twitter:




Comentários