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V Semana da África no Amapá promove palestras, rodas de conversa, afroturismo, economia criativa, premiação e interações culturais

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Pérola Pedrosa


A programação vai até a segunda-feira, 25 de maio, e conta com palestras, debates, atividades acadêmicas, afroturismo, economia criativa, premiação e apresentações culturais
A programação vai até a segunda-feira, 25 de maio, e conta com palestras, debates, atividades acadêmicas, afroturismo, economia criativa, premiação e apresentações culturais

Esta semana a Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo promove a V Semana da África no Amapá 2026, com o tema “África – Brasil – Amazônia – Amapá: Suas Raízes e Reconexões”, conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação Marabaixo.


A programação que iniciou na terça-feira, 19, e vai até a segunda-feira, 25 de maio, e conta com palestras, debates, atividades acadêmicas, afroturismo, economia criativa, premiação e apresentações culturais, e ainda terá visitas aos barracões tradicionais para acompanhar o Ciclo do Marabaixo, no sábado, 23, e no domingo, 24.


Presidente da Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo, Marcelo Coimbra
Presidente da Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo, Marcelo Coimbra

Sendo Macapá, de acordo com o Censo 2022 do IBGE, a segunda capital do Brasil com o maior percentual de população negra, com 76% dos moradores que se autodeclaram pretos ou pardos, o evento como esses possuem grande impacto e importância, de acordo com o presidente da Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo, Marcelo Coimbra, que destaca a valorização da cultura e educação para uma sociedade mais igualitária.


“Falar sobre cultura é também falar sobre educação, é também falar sobre toda a sociedade amapaense, é falar de pilares que compõem essa sociedade, mas principalmente esse evento em especial, ele traz para dentro da sociedade um outro olhar, um olhar de ver o negro não pura e simplesmente como um escravo ou ex-escravo, mas para além disso, um negro que possui intelecto, um negro que ajuda a construir diariamente, não só a sociedade amapaense, mas a sociedade brasileira e mundial.

As atividades estão ocorrendo além do Museu Sacaca, no Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá e em barracões de Marabaixo como na Favela, Campina Grande, Laguinho e Casa Grande.


Escritora, professora, marabaxeira e gestora política amapaense Laura do Marabaixo
Escritora, professora, marabaxeira e gestora política amapaense Laura do Marabaixo

No Museu Sacaca, aconteceu a palestra magna “A importância de ensinar a história negra para além da escravidão”, com roda de conversa sobre Recursos didáticos para o ensino afro-brasileiro – Lei 10.639/2003”, ministrada pela escritora, professora, marabaxeira e gestora política amapaense Laura do Marabaixo, que explica a luta do movimento negro pela aplicação da Lei.


“A lei é a lei 10.639, de 2003 é uma lei que é conquistada pelos movimentos sociais, que entendem a forma eurocêntrica, qual foi feito, qual é o ensino da educação, e entender a importância da desconstrução do que nós aprendemos para construir a importância do negro na sociedade e a ascendência que ele tem para a construção do nosso Brasil”
No Museu Sacaca, aconteceu a palestra magna “A importância de ensinar a história negra para além da escravidão”, com roda de conversa
No Museu Sacaca, aconteceu a palestra magna “A importância de ensinar a história negra para além da escravidão”, com roda de conversa

A programação finaliza no dia 25 de maio, data em que é celebrado o Dia Internacional da África, com sessão solene comemorativa, homenagens às personalidades do batuque no estado e a entrega do Prêmio Bandaias de Ouro do Amapá.


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