Porto de Santana pode se tornar nova rota de saída do Caulim produzido no Amapá
- há 3 horas
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Janete Carvalho

Para fortalecer o setor mineral do estado e ampliar a competitividade no mercado internacional, o governo do Amapá reuniu com executivos da mineradora KaMin/Cadam, uma das maiores produtoras e exportadoras de caulim do mundo, para definir alternativas que melhore a infraestrutura e logística de exportação da empresa, com a possibilidade de escoamento da produção por balsas pelo Rio Jari até o Porto de Santana.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado da Mineração(Semin), que também apresentou os incentivos fiscais e as vantagens da infraestrutura portuária amapaense. A proposta busca solucionar um dos principais desafios logísticos enfrentados pela mineradora. Segundo o secretário da Semin, Mamede Barbosa, a utilização do Porto de Santana permitirá superar as restrições de profundidade do Rio Jari, garantindo operações contínuas durante todo o ano e maior segurança no fluxo de embarque da produção.
"A nossa primeira visita lá, esse ano, descobrimos o problema do escoamento por conta do calado do Rio Jari, de um lugar chamado pagadívida, que é muito estreito, estrangulado, e começamos a conversar a respeito de fazer esse escoamento pelo Porto de Santana, e nessa última visita terça-feira passada, com o vice-governador Telinho, a conversa já foi diferente, foi no sentido de sair via container, estufar o container lá no laranjal do Jari, e vir para Santana aproveitando essa rota que foi criada de dois anos, numa rota daqui do Amapá direto para a China. Então, agora os estudos estão nessa direção, isso economiza tempo, diminui os custos e traz mais movimento para o Porto de Santana, viabilizando essa rota que foi criada Macapá, Amapá, China".
O secretário Mamede, ressaltou ainda a importância da consolidação da nova rota logística. Segundo ele, a iniciativa tem potencial para ampliar a movimentação de cargas pelo Porto de Santana, atrair novos investimentos e impulsionar a integração econômica regional, beneficiando não apenas o Amapá, mas toda a Amazônia.
“Nós esperamos que essa rota se consolide porque ela será um alimento também da zona franca de Manaus, o navio trará os insumos para Macapá e daqui seguirá de Balsa, e parte disso também será industrializado aqui. Então essa rota sendo consolidada será de suma importância para o nosso desenvolvimento econômico, não só do Amapá mas regional. A parte do Estado é fazer o fomento, ligar as pontas, mostrar as oportunidades, a empresa por sua vez, está estudando os custos. É uma rota que ela não conhecia, eu acredito que a empresa entende redução de custos, e como isso tem redução de custos, eu acredito que vai acontecer. Eu acredito que ainda esse ano no segundo semestre, terá embarque de container do Porto de Santana”.
Também foram discutidas alternativas para a comercialização de resíduos da mineração com potencial de uso na construção civil. A nova rota de exportação deve ampliar a competitividade do caulim amapaense no mercado internacional. A KaMin/Cadam, uma das maiores exportadoras mundiais do mineral, opera na mina Morro do Felipe, em Vitória do Jari.
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