Casa da Mulher Brasileira completa 100 dias de atendimentos e fortalece acolhimento às mulheres vítimas de violência
- há 5 horas
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Jolinda Martel

Há 100 dias, mulheres amapaenses em situação de violência passaram a contar com um espaço onde proteção, acolhimento e acesso à justiça caminham lado a lado. A Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Macapá, chega ao marco dos primeiros meses de funcionamento consolidando-se como uma importante porta de entrada para quem busca romper o ciclo da violência e reconstruir a própria história.
Nesta quinta-feira (18), o Governo do Amapá celebrou a data com uma cerimônia na sede da instituição, localizada no bairro São Lázaro. Mais do que estatísticas, os 100 dias representam centenas de histórias de mulheres que encontraram acolhimento em um momento de vulnerabilidade.
Para o governador Clécio Luís, os resultados são positivos, mesmo com pouco mais de três meses de funcionamento, demonstrando a relevância do serviço para a proteção e o suporte às mulheres.
“Olha, a gente tem muito a refletir, foram 100 dias de muito trabalho, de atuação 24 horas. Existem números já expressivos de atendimento, uma parte inclusive desses atendimentos, onde a mulher teve que ficar aqui abrigada no primeiro dia. Portanto, em primeiro lugar, mostra que nós temos demanda, nós temos muito a enfrentar em relação a todas as formas de violência contra a mulher. Segundo, mostra que essa casa veio para cumprir um papel e que ela está cumprindo pelos atendimentos, pelos dados, pouco mais de três meses de atendimento, de acolhimento, de encaminhamento e também desfechos importantes para momentos difíceis da vida de várias mulheres.”

Na rotina da Casa, profissionais de diferentes áreas atuam diariamente para oferecer escuta qualificada e atendimento especializado. A coordenadora da unidade, Nalva Gomes, acompanha de perto os desafios e conquistas desse processo.
“Os atendimentos aqui na casa, eles foram bastante procurados. Nós chegamos a um número de 500 atendimentos de mulheres amapaenses em situação de violência. Aqui nós estamos salvando vidas, estamos aqui acolhendo mulheres que se encontram num ciclo de violência. Aqui está integrado nesse espaço o atendimento psicosocial, assistência social, a segurança, o tribunal de justiça, expedindo as medidas efetivas, botão do pânico, registro de boletim de ocorrência. Então tudo que é necessário para que a mulher receba o atendimento sobre a segurança dela”.
Além dos gestores, a programação também homenageou autoridades, instituições e profissionais que participaram da construção e fortalecimento da Casa da Mulher Brasileira. O reconhecimento destaca o esforço coletivo necessário para consolidar uma rede de proteção eficiente e acolhedora.
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