Maio Laranja destaca prevenção e fortalecimento da rede de proteção às crianças
- há 5 dias
- 2 min de leitura
Jolinda Martel

O Maio Laranja reforça o alerta para um problema que ainda faz parte da realidade de muitas crianças e adolescentes, o combate ao abuso e à exploração sexual.
Somente nos quatro primeiros meses de 2026, o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), registrou mais de 46 atendimentos relacionados a casos de violência infantil.
Os números acendem o sinal de atenção para a importância da denúncia, da prevenção e do fortalecimento da rede de proteção responsável por acolher vítimas e combater diferentes formas de abuso.
No HCA, o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Infantil (Savvi) atua no acolhimento humanizado de crianças e famílias, oferecendo acompanhamento multiprofissional.

Segundo a psicóloga do Savvi, Naiana Katilce dos Santos, os casos atendidos envolvem diferentes tipos de violência.
“Trabalhamos com todo tipo de violência, desde a psicológica, sexual, auto-provocada, auto-mutilação, todos os tipos de violência envolvendo a criança e adolescente até 12 anos. Dentre eles os que mais se destacam este ano de 2026 até o momento, a negligência, maus tratos e abuso sexual”.
A especialista destaca que o atendimento realizado pelo Savvi busca oferecer suporte psicológico e social para as vítimas, garantindo acolhimento e encaminhamento adequado para cada situação.
“Desde o médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, técnico e enfermagem, nós vamos analisar o caso, nós vamos dar um retorno, se for preciso fazer uma profilaxia de IST, nós vamos fazer tudo o que for necessário para a saúde da criança”.
A psicóloga ainda destaca, que a principal forma de identificar possíveis sinais de violência infantil é observar mudanças no comportamento da criança.

“Quem cuida da criança, tem os cuidados diários com essa criança, é que percebe essa diferença e aí ele acaba dizendo assim, olha, eu acho que aconteceu, eu tenho uma dúvida, eu tenho uma suspeita, porque a gente não trabalha só com a certeza de que o fato aconteceu e sim com a suspeita também”.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, além dos Conselhos Tutelares e delegacias especializadas.
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