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II Expedição dos Povos Indígenas reforça assistência e vigilância territorial na Amazônia

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Jolinda Martel

POVOS INDIGENAS
A iniciativa reúne lideranças indígenas e instituições parceiras, sob coordenação da APIWA, com participação do DSEI Amapá e Norte do Pará
A iniciativa reúne lideranças indígenas e instituições parceiras, sob coordenação da APIWA, com participação do DSEI Amapá e Norte do Pará

A II Expedição dos Povos Indígenas do Tumucumaque e rio Paru D’Este reforça a integração entre saúde indígena, proteção territorial e preservação cultural no extremo Norte do Pará e Sul do Amapá. A iniciativa reúne lideranças indígenas e instituições parceiras, sob coordenação da APIWA, com participação do DSEI Amapá e Norte do Pará, em uma mobilização estratégica voltada ao fortalecimento das comunidades indígenas em regiões de difícil acesso da Amazônia.


A expedição evidencia os desafios geográficos enfrentados pelos povos Aparai, Wayana e Tiriyó, onde muitos deslocamentos dependem exclusivamente dos rios ou do transporte aéreo. Em algumas localidades, o percurso até as aldeias pode durar cerca de 16 dias, tornando a logística um dos principais obstáculos para a garantia de direitos básicos, especialmente no atendimento à saúde.


Para o coordenador da expedição, Kutanã Wayana, a iniciativa representa um passo importante para garantir melhores condições de assistência e mobilidade às comunidades indígenas.


“Esse envio de embarcações vai ajudar muito no atendimento à saúde indígena, que tem umas aldeias distantes, ao qual vai estar levando os médicos, os técnicos de enfermagens para fazer todos os atendimentos em territórios indígenas e assim a gente consegue bater o índice que nós precisamos alcançar”.
Coordenador da expedição, Kutanã Wayana
Coordenador da expedição, Kutanã Wayana

Ao resgatar trajetos tradicionais, a expedição fortalece a identidade cultural dos povos amazônicos e consolida a continuidade de uma mobilização histórica iniciada em 2024.


“São áreas de difícil acesso, só de aeronave, nós estamos fazendo uma grande história, nesse momento DSEI nunca fez o envio de embarcações, e dessa vez nós estamos fazendo em parcerias e realizando o sonho dos lideranças indígenas”.

A iniciativa busca integrar conhecimento ancestral e políticas públicas em defesa das populações indígenas da região e também possui um forte caráter simbólico ao retomar a navegação pelo rio Paru D’Este, reconhecido como um importante caminho ancestral utilizado por gerações.


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