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A COPA DO MUNDO VAI COMEÇAR

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

A cada quatro anos o planeta se volta para a Copa do Mundo, a maior competição esportiva de todos os tempos. E já estamos em plena contagem regressiva para o início da disputa.


No próximo dia 11 de junho (e vai até o dia 19 de julho com a final) começa a peleja com 48 seleções que disputarão a 23ª Edição do Mundial, a ser realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. E o Brasil mais uma vez está entre as seleções classificadas. Aliás é a única seleção do planeta classificada em todas as Copas.


Em 13 de junho, quando se celebra o Dia dos Namorados, o Brasil, comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, estreia na Copa do Mundo-2026 enfrentando a seleção africana do Marrocos. É a partir daí que corações brasileiros vão pulsar intensamente mais do que nunca.



O futebol é uma paixão nacional. Do Oiapoque ao Chuí a gente se une numa só vibração com o coração na mão para torcer pela seleção brasileira. O povo enfeita as ruas e avenidas das cidades juntando-se às festividades juninas e, durante os 90 minutos de partida, é feriado nacional.


Como compositor amapaense e também apaixonado por futebol, compus uma marchinha carnavalesca tucuju para homenagear o escrete brasileiro durante os jogos da Copa do Mundo. É uma parceria com o músico cantor itaitubense Gil Barata - o meu primeiro parceiro de composições. E tomei o Bar du Pedro do Mercado Central como inspiração, ponto tradicionalmente turístico de Macapá, reduto de artistas e intelectuais do meio do mundo - o saudoso poeta Fernando Canto era frequentador assíduo do lugar.


Escrevi a letra da marchinha "No Bar du Pedro a Gente Vê o Brasil" retomando símbolos nacionais que foram surrupiados por falsos patriotas em uma época recente do Brasil, como as cores verde e amarela, a camisa da seleção brasileira e, principalmente, a canção de domínio público que fala "Eu sou brasileiro / Com muito orgulho / Com muito amor". E o resultado antropofágico, argonauta da Vanguarda, ficou assim...



Navegue!


No Bar du Pedro a Gente Vê o Brasil

Letra: Aroldo Pedrosa

Melodia: Gil Barata

Arranjo: Oscar Nunes

Intérprete: Cláudio Weis


No Bar du Pedro

No Bar du Pedro a gente vê

Pererê! Pererê!

No Bar du Pedro a gente vê

Pererê! Pererê!

No Bar du Pedro a gente vê

O Brasil na tevê

Bom de bola como quê

A bater maculelê

A tocar tum-tá-tá

A cantar olê-olá

Numa ôla muito louca


No Bar du Pedro

No Bar du Pedro...

O campeão voltou

O campeão voltou

A Copa do Mundo é nossa

Com brasileiro, meu amor

Com brasileiro, meu amor

Com brasileiro não há quem possa


No Bar du Pedro

No Bar du Pedro...


A gente sabe que a coisa aqui tá feia

E na gangorra dessa zorra

No sobe-desce marabaixo

Vaza daqui, salta de lado

Ou sai de baixo, apesar do cambalacho

Assim mesmo a gente é foda

A gente é foda

A gente é foda

A gente é foda e bota pra ferver

Lula lá na tevê de camisa amarela...

Pererê! Pererê! Pererê!

De camisa amarela...


Eu sou brasileiro

Com muito orgulho

Com muito amor ô ô ô ô ô ô ô...

Eu sou brasileiro

Do meio do mundo

Da linha imaginária do Equador



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Aroldo Pedrosa é poeta, compositor, cantor, produtor cultural e jornalista

 
 
 

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