Curso PopRuaJud reforça dignidade, cidadania e acesso à Justiça para população em situação de rua no Amapá
- há 15 horas
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Edy Wilson Silva

O Tribunal de Justiça do Amapá iniciou, na segunda-feira, 18, em Macapá, o curso “Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades (PopRuaJud)”. A capacitação segue até o dia 20 de maio e prepara magistrados e servidores para um atendimento mais humanizado, ágil e eficiente à população em situação de rua.
Segundo o coordenador do programa no Amapá, o juiz Marconi Pimenta, o curso também busca aproximar os profissionais da realidade vivida por quem depende desses serviços, unindo teoria e prática no atendimento.
“Chegamos aqui no Centro POP de Macapá, fazendo uma imersão e conhecendo o equipamento, que nos foi apresentado pelos próprios usuários. Vimos que eles já tinham almoçado e nos mostraram cada cômodo desse espaço. E o curso é isso: além da teoria, mostrar como funciona na prática e ver se existe alguma ausência. Se tiver, a gente dialoga com as instituições públicas para que essas ausências e omissões sejam resolvidas”, afirmou.
O juiz do Tribunal de Justiça do Pará, Fábio Póvoa, destacou que a proposta pedagógica da formação é levar magistrados e servidores para conhecer de perto a realidade vivida pela população em situação de rua e compreender melhor o funcionamento da rede de assistência social.
"A gente está no curso de formação de população em situação de rua, abordando a Resolução 425 de 2021 do CNJ, e a proposta pedagógica é a gente ir a campo, visitar os estabelecimentos, visitar os locais onde é feito esse atendimento social. E, a partir dessa visita, a gente retorna para o ambiente pedagógico, para a Escola Judicial, onde vamos discutir, debater e dialogar sobre as diversas nuances do que foi presenciado aqui e compreender onde o Centro POP se encontra dentro dessa perspectiva do Serviço Único de Assistência Social”, afirmou.

O PopRuaJud aproxima o Judiciário da população em situação de rua, facilita o acesso à documentação civil, à orientação jurídica e aos encaminhamentos sociais, além de fortalecer a cidadania, a inclusão e o respeito à dignidade humana.
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