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Porto de Santana pode virar novo corredor de exportação mineral no Norte

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Edy Wilson Silva

PORTO DE SATANA
O setor mineral do Amapá articula a ampliação do uso do Porto de Santana para exportação de caulim e maior presença no mercado internacional (Fotos: Divulgação/Semin)
O setor mineral do Amapá articula a ampliação do uso do Porto de Santana para exportação de caulim e maior presença no mercado internacional (Fotos: Divulgação/Semin)

O setor mineral do Amapá está no centro de uma articulação estratégica para ampliar o uso do Porto de Santana como principal corredor de exportação de caulim e fortalecer a presença do estado no mercado internacional.


A proposta envolve negociações com a empresa norte-americana KaMin, controladora da Cadam no Brasil, e busca aumentar a capacidade de escoamento da produção mineral, reduzir custos logísticos e ampliar o acesso a mercados como Estados Unidos e Europa.


A proposta negocia com a KaMin, controladora da Cadam, para ampliar o escoamento mineral, reduzir custos e acessar mercados como EUA e Europa.
A proposta negocia com a KaMin, controladora da Cadam, para ampliar o escoamento mineral, reduzir custos e acessar mercados como EUA e Europa.

A alternativa apresentada pelo Governo do Amapá prevê o uso do Porto de Santana, que possui maior profundidade e capacidade para receber navios de grande porte. A estrutura permitiria ampliar o volume de exportação e aumentar a competitividade do setor mineral amapaense.



A Semin coordena a iniciativa para ampliar a competitividade do Amapá e consolidar o Porto de Santana na exportação mineral
A Semin coordena a iniciativa para ampliar a competitividade do Amapá e consolidar o Porto de Santana na exportação mineral

A iniciativa é coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mineração (Semin), responsável pelas negociações com a empresa internacional. De acordo com o titular da pasta, Mamede Barbosa, o objetivo é ampliar a competitividade do Amapá no mercado global e consolidar o Porto de Santana como eixo estratégico da exportação mineral.


“A empresa Cadam, KaMin, eles exportam pelo Rio Jari, por um porto próprio, porém eles têm um problema de calado. O rio só tem 8 metros de profundidade, e isso limita a exportação a, no máximo, 30 mil toneladas. No segundo semestre, esse calado cai e a situação fica ainda pior. Na nossa visita com o diretor Pedro, nós sugerimos que eles usassem o Porto de Santana, fazendo comboios de balsa do Jari para Santana. Saindo de Santana, como o porto é mais fundo, com 14 metros e 40, ele pode operar com navios de até 60 mil toneladas. Isso dá uma dinâmica maior, diminuindo o custo de exportação para eles. Nós já tratamos com o Pedro e estamos agora tratando da logística em si: as balsas, o transit time, que é o tempo de navegação, e como será feita a operação do Porto de Santana, tão logo a Cadam se disponha a operar nesse corredor”, declarou o secretário.

Com o avanço das negociações, a expectativa do Governo do Estado é consolidar o Porto de Santana como principal eixo logístico do setor mineral no Norte do país.


A proposta também deve ampliar a presença do Amapá no comércio exterior, atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer a cadeia produtiva mineral no estado.


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