Amapá retoma formação de tropa de elite após 17 anos com novo curso do Bope
- há 7 horas
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Janete Carvalho

Após quase duas décadas, o Governo do Amapá retomou a formação da tropa de elite com a abertura do II Curso de Operações Policiais Especiais (Copes). A aula inaugural ocorreu nesta segunda-feira (13), no auditório da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Pela primeira vez em 17 anos, novos “Caveiras da Fortaleza” serão formados no estado para integrar o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, com atuação em ocorrências de alta complexidade.

O treinamento exige preparo físico, psicológico e tático intensivo. O secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira, destacou a importância da capacitação para o enfrentamento da criminalidade e para respostas mais rápidas em situações de risco.
“Isso aqui é o que tem de mais importante no direcionamento das políticas públicas, referente à segurança pública, na decisão política do governador Clécio Luís nesse ambiente em que a capacitação, a valorização do servidor e a preocupação nessa formação com servidores altamente capacitados para esse enfrentamento, onde nós teremos agora o segundo curso aqui no Estado Amapá, inclusive com a participação de operadores da segurança pública de outros estados e de outros países. São dois agentes da segurança do Peru que estão participando do curso e aqui nós temos a grata satisfação de poder realizar um curso aqui do BOPE com toda a característica regional, com toda a estrutura da segurança pública no estado Amapá, ganhando com isso a população em razão de um reforço no combate à criminalidade”.

O comandante do Bope, tenente-coronel Wilkson Santana, ressaltou o investimento na qualificação dos agentes e a ampliação das especializações da unidade.
“É uma satisfação estar a frente de um curso desse que vai preparar um policial em multifunções. Ele vai estar preparado ao término de quatro meses e meio em operações ribeirinhas, operação em área de selva, operação com aerotransportáveis, de ações táticas especiais, noções explosivistas. Isso demonstra o quanto o BOPE hoje se tornou referência nacionalmente. O BOPE, tem 23 anos de história e nesses 23 anos nunca a gente teve um recorte tão satisfatório para as especializações do BOPE, e nessa gestão do governo Clécio, ele já investiu quase 10 milhões especificamente no BOPE, essa formação custa 840 mil reais, é o curso mais caro da segurança pública atualmente. Então é uma decisão política necessária e que chega em um momento muito oportuno”.
O curso inclui treinamentos como mergulho em águas escuras, operações em diferentes biomas e ações de resgate de reféns e contraterrorismo. A aula inaugural também contou com palestra sobre combate ao narcotráfico e uso de dados estratégicos. Ao todo, são 40 vagas, sendo 30 destinadas às forças de segurança do Amapá e 10 a instituições parceiras. A formação busca preparar agentes para atuar em operações de alta complexidade no estado.
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