TRE-AP amplia debate e incentiva participação de mulheres negras na política para 2026
- há 13 horas
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Edy Wilson

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) realizou, na quinta-feira (23), em Macapá, o evento “Mulheres Negras na Política: formação para o fortalecimento da participação democrática”. A iniciativa reuniu mulheres, representantes de partidos e estudantes, com foco na ampliação da participação de mulheres negras nas eleições de 2026.
Durante o encontro, a presidente da Associação de Mulheres Mãe Venina do Quilombo do Curiaú, Ísis Tatiane dos Santos, defendeu o aumento da presença de mulheres negras nos espaços de poder e decisão. Para ela, a participação ainda é limitada e precisa avançar.
“A gente não quer ser somente um recorte dentro dos partidos, mas sim ter uma presença efetiva nas discussões das políticas, principalmente das políticas afirmativas que a gente busca dentro do contexto do movimento negro. A gente vive cercado de muitos obstáculos por causa da nossa cor e do recorte racial que não é feito. Quando a gente criou a associação, foi justamente para empoderar essas mulheres, para ocupar os espaços de poder e decisão, entrar nas universidades, porque a gente sabe que a transformação da nossa vida vem pela educação, e também estar nesses espaços para trazer à tona as dificuldades que a população negra vive no estado”, afirmou.

A servidora do TRE-AP e integrante da organização do evento, Helane Mareco, explicou que a iniciativa teve como objetivo preparar e incentivar futuras candidaturas, ampliando o debate sobre representatividade. Segundo ela, o Tribunal também atua no incentivo e na difusão de informações sobre o tema.
“Esse evento é um recorte racial. Estamos trazendo o público de mulheres negras para que elas conheçam e fortaleçam suas futuras candidaturas. Hoje vai ter muito conhecimento, muito aprendizado, para que todas possam se fortalecer, debater e refletir sobre políticas públicas e sobre o que podemos fazer dentro desse cenário eleitoral. Quando falamos de representatividade, por exemplo, no Congresso Nacional, as mulheres ocupam cerca de 17%. Quando falamos de mulheres negras, esse percentual é ainda menor, em torno de 7% a 8%. Então, precisamos ampliar esse debate e fortalecer esse espaço de poder que as mulheres negras merecem ocupar”, detalhou Helane Mareco.
A programação abordou candidaturas fictícias, financiamento eleitoral para candidaturas negras e violência política de gênero. O evento fez parte da agenda da Escola Judiciária Eleitoral do Amapá e reuniu público interessado em ampliar a representatividade e o acesso aos espaços de poder no estado.
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