Suspeitos são presos por morte de oito pessoas em Almeirim (PA)
- perolapedrosa7
- 13 de ago.
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Jolinda Martel

Em coletiva para a imprensa, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp) informou que foram efetuadas prisões de 7 suspeitos de envolvimento nas mortes ocorridas no município de Almeirim, no Pará, na divisa com Laranjal do Jari (AP).
Entre os suspeitos do crime estão cinco policiais militares, um guarda civil e um garimpeiro. Os mandados de busca e apreensão e as prisões ocorreram em Laranjal do Jari e na capital Macapá.
Como as mortes ocorreram a 200 metros de Laranjal do Jari, já em terras paraenses, mas as vítimas e suspeitos são do Amapá, as investigações estão sendo conduzidas pela Segurança Pública do Amapá.
Segundo Cézar Vieira, delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, as investigações estão avançando.
“O nosso objetivo principal é esclarecer toda a verdade numa linha do tempo, sem esquecermos ou sem deixarmos ninguém de fora, qualquer um, qualquer pessoa que tenha participado desse contexto, desse crime, efetivamente vai ter que participar, vai integrar a investigação e vai responder judicialmente por sua conduta. Nós estamos avançando na investigação, então assim é uma informação ainda que depende de outras diligências para podermos divulgar alguma coisa a respeito dessa pessoa. No decorrer da investigação, a Polícia Judicial sempre trabalha com elementos de informação, com circunstâncias e com elementos que seriam provas, testemunhais, imagens fotográficas, vídeos, enfim. Nós temos um apanhado de situações, de circunstâncias e elementos que formaram a convicção, no primeiro momento, para as representações dessas medidas cautelares, sendo chanceladas ou aprovadas pelo Crivo Judicial em razão da profundidade e da credibilidade do que se produziu até agora”.
De acordo com as investigações, conduzidas pela Polícia Civil do Amapá (PC-AP), a abordagem que resultou nas mortes teria ocorrido na segunda-feira, 4. Os corpos começaram a ser localizados na quinta-feira, 7. Duas caminhonetes usadas pelas vítimas foram incendiadas. Um dos integrantes do grupo das vítimas, que não estava com os outros que morreram, foi resgatado por equipes da Companhia de Operações Especiais do Bope e do Grupo Tático Aéreo (GTA) do Amapá.
O levantamento policial aponta que o grupo estava na região negociando terras em uma área marcada pela prática de garimpo ilegal. O crime teria sido cometido por engano, após as vítimas serem confundidas com assaltantes que haviam atuado na região no fim de semana. As investigações descartam qualquer ligação das vítimas com o crime que teria motivado o ataque.
O Coronel Costa Júnior, comandante geral da PM do Amapá, falou das prisões dos cinco policiais militares.
“No que se refere internamente à Polícia Militar, nós passaremos as informações que a Polícia Civil tem para a nossa corregedoria e a corregedoria vai abrir o devido processo legal para fazer o sancionamento interno dentro da Polícia Militar. Nós temos policiais de 2021, nós temos policiais mais novos. Enfim, são policiais de variados tempos de serviço. Um deles trabalhava em Laranjal do Jari e quatro outros trabalhavam aqui em Macapá”.
Depois das prisões preventivas e mandados de busca, a investigação continua em busca da motivação do crime e se existe mais envolvidos. Os suspeitos presos vão passar por audiência de custódia.




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