Fórum Estadual de Saúde Mental discute cuidado com profissionais da rede de atendimento no Amapá
- há 16 horas
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Jamile Moreira

Profissionais e gestores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de todo o Amapá participaram, nesta segunda-feira (27), em Macapá, de mais uma edição do Fórum Estadual de Saúde Mental. O encontro promove diálogo entre trabalhadores da ponta do atendimento e gestores responsáveis pelas políticas públicas.
A programação dá continuidade às discussões sobre saúde do trabalhador, com foco no bem-estar das equipes e na prevenção do adoecimento físico e emocional. A proposta é construir soluções práticas aplicáveis nas unidades de atendimento.

O coordenador estadual interino de Saúde Mental da Sesa, Ivã Zorthea, explicou por que o tema passou a ser prioridade e destacou os impactos na qualidade do atendimento.
“Nós nos unimos de três em três meses nesse fórum para a gente discutir políticas públicas. O tema votado no nosso último encontro foi a saúde do trabalhador, que é uma demanda que a gente identificou que é de urgência, tanto dentro do estado como dentro da rede. A gente se une para falar sobre políticas públicas, identificar quais são as nossas principais dificuldades e o que tem sido feito para enfrentar essas dificuldades. Quando se fala de saúde do trabalhador, a gente tá falando de uma construção tanto individual quanto coletiva, porque aquele servidor público que não está bem, ele não vai conseguir ajudar o usuário”, comentou Ivã.
O encontro também discute ações conjuntas para ampliar e qualificar os serviços, com participação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
“Hoje nós temos aqui os Cerest, que são os centros de atenção à saúde do trabalhador, centro de referência. Então, eles começaram a discutir políticas públicas que estão sendo criadas, dentro dos Cerests. Então, o Cerest, ele se une aqui, apresenta o que está sendo feito e quais são as suas principais dificuldades. A gente já fez um diagnóstico da rede dos hospitais para saber como é que tá esse servidor, se eles estão precisando de atenção e a gente vai começar a promover palestras, a gente vai começar a promover encontros e disponibilização também de atendimentos individuais”, concluiu Zorthea.

Além das discussões técnicas, o fórum também funciona como espaço de avaliação da realidade nos municípios. Para o responsável técnico de saúde mental de Santana, Alex Marques, a troca de experiências fortalece a rede.
“Participar do Fórum Estadual de Saúde Mental é tão importante na construção de propostas inovadoras, por os nossos trabalhadores que trabalham tanto na UBS, como nas policlínicas, quanto no centro, no Capsi, no CER, a gente tem muitos profissionais que precisam dessa atenção voltada para a sua qualidade de vida, para o atendimento ser mais proativo, para ter um atendimento mais eficiente, para desenvolver um trabalho para a população, tanto de Santana, que é o lugar onde eu trabalho hoje, quanto para todo o estado”, compartilhou o profissional.

Para os participantes, o fórum ajuda a transformar dificuldades em soluções conjuntas, com impacto direto na qualidade do atendimento à população.
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