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Estado intensifica assistência pediátrica durante período de maior circulação viral

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Jamile Moreira

SAÚDE DA CRIANÇA
Governo do Estado reforça a assistência pediátrica e amplia a estrutura hospitalar voltada ao atendimento infantil
Governo do Estado reforça a assistência pediátrica e amplia a estrutura hospitalar voltada ao atendimento infantil

Com o período do inverno amazônico e o aumento das chuvas no Amapá, cresce também a preocupação de pais e responsáveis com a saúde das crianças. Para evitar agravamentos e possíveis sobrecargas na rede pública, o Governo do Estado reforçou a assistência pediátrica e ampliou a estrutura hospitalar voltada ao atendimento infantil.


Dados do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) apontam que, entre 5 de janeiro e 1º de fevereiro deste ano, foram registrados 323 casos de síndromes respiratórias em crianças e 51 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), considerada a forma mais severa da doença.


De acordo com o médico do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior, os principais vírus em circulação no estado são Influenza A e B, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).


“É comum essas infecções virais com crianças na faixa etária até de 5 anos, com o predomínio dos vírus rinovírus, vírus do Covid, o vírus influenza e o sincicial respiratório. Esses são os vírus que mais acometem nossas crianças na idade escolar e causam o maior número de internações aqui dentro do Hospital da Criança e Adolescente”, explicou o médico.

O especialista também alertou para a importância de os pais e responsáveis saberem identificar os sinais de agravamento para buscar atendimento no momento adequado.


“A principal situação que os pais devem identificar é a sintomatologia da criança, os sintomas que a criança apresenta. Para os sintomas gripais, que a tosse, o espirro, a coriza, a dor de garganta, esses sintomas os pais podem estar levando numa unidade básica de saúde onde é mais recomendado por se tratar de uma condição mais leve. Agora, se a criança apresenta já febre, desconforto respiratório, já usa musculatura acessória e outros, e pode estar trazendo aqui no pronto atendimento infantil, que é o hospital adequado para atender esse tipo de criança mais grave, onde tem um atendimento especializado”, pontuou Rinaldo.
Médico do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior
Médico do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior

Para enfrentar o aumento da demanda, o Governo do Estado ampliou a rede pediátrica com a entrega da nova estrutura do Hospital da Criança e do Adolescente, que acrescentou 193 novos leitos. A medida também inclui o reforço das equipes multiprofissionais e do monitoramento epidemiológico.


“A entrega da nova estrutura do Hospital da Criança Adolescente, onde duplicou a capacidade do hospital, nós podemos oferecer um acolhimento melhor para essas crianças, crianças não aguardam mais o tanto atendimento, então isso é um ponto positivo, além também de outras medidas que é um reforço da equipe multiprofissional do hospital, estamos reforçando para enfermeiros, técnicos e médicos, ao momento que o núcleo de vigilância epidemiológica do hospital, ele detecta uma curva fora do padrão dos picos respiratórios”

A orientação das autoridades de saúde é manter a vacinação infantil atualizada, higienizar frequentemente as mãos, evitar ambientes fechados e aglomerações, além de não enviar crianças gripadas para escolas e creches. A busca rápida por atendimento pode evitar a evolução para casos graves e reduzir o número de internações.


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