Especial Mulheres: Ana Girlene destaca a força feminina na gestão pública e na comunicação
- 7 de mar.
- 3 min de leitura
Jamile Moreira

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um convite à reflexão sobre conquistas, desafios e sobre o protagonismo crescente das mulheres em posições de liderança. Na gestão pública, essa presença se fortalece especialmente em áreas estratégicas, como a comunicação institucional, onde elas ampliam perspectivas e influenciam políticas públicas.
À frente da Secretaria de Estado da Comunicação, a jornalista Ana Girlene destaca que a presença feminina em cargos de decisão representa mais do que um avanço em termos de representatividade. Para ela, trata-se também de ampliar o olhar sobre as políticas públicas e sobre a forma como as informações chegam à população.
A trajetória profissional da secretária é marcada por experiências que ajudaram a consolidar sua visão sobre o papel da comunicação na gestão pública. Ainda assim, mesmo com avanços importantes, mulheres que alcançam posições estratégicas continuam enfrentando desafios relacionados à desigualdade de gênero e à necessidade constante de provar sua capacidade.
“Enfrento todos os dias como todas as mulheres enfrentam o desafio a mais de provar capacidade, de provar competência, de lidar às vezes com ambientes e com pessoas onde tem mais machismo, misoginia, mas de todo modo eu agradeço a oportunidade ainda de fazer parte de um grupo, de um governo, por exemplo, em que as mulheres têm destaque, têm notadamente destaque e posição nas posições de poder”, destacou.
Apesar dos avanços na participação feminina em cargos de liderança, o debate sobre igualdade de oportunidades ainda permanece atual. Para a secretária, ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão é também fortalecer a diversidade de perspectivas dentro da gestão pública.
Nesse cenário, a comunicação institucional tem um papel estratégico. Mais do que informar, ela pode contribuir para promover valores sociais, ampliar debates e incentivar uma cultura de respeito e igualdade.
“A comunicação pública tem um papel fundamental, afinal de contas a gente pode estimular, incentivar, promover conteúdos que orientem, que sensibilizem, que expliquem, que eduquem. Essa sem dúvida nenhuma é a nossa maior contribuição, poder de algum modo estimular que os meios de comunicação, que o ambiente digital, virtual, onde hoje a massa procura alguma referência de informação, que a gente possa interferir no melhor sentido com o conteúdo que promova a educação de gênero, a sensibilidade e o respeito”, afirmou.
A presença de mulheres em cargos de liderança também funciona como inspiração para novas gerações. Nesse contexto, Ana Girlene estimula meninas e jovens a acreditar que é possível ocupar espaços de decisão e transformar realidades.
“Para as meninas eu deixo o conselho que eu recebi de outras mulheres que me antecederam, que tenham coragem, que tenham coragem, que enfrentem os desafios e que tenham a certeza de que nós não estamos sozinhas. Outra coisa bonita de sentir, de perceber, é a corrente de solidariedade de mulheres que apoiam outras mulheres. Então, o que a gente precisa é ousar, ter coragem e, enfim, com toda dificuldade, com o sofrimento que a luta traz, mas enfrentar, enfrentar os desafios”, disse.
Mais do que uma data simbólica, o Dia Internacional da Mulher representa um momento de reconhecimento, reflexão e reafirmação da luta por igualdade.
Para a secretária, a data também é um convite para olhar para os avanços conquistados, mas sem perder de vista os desafios que ainda precisam ser enfrentados.
“Celebrar o Dia Internacional da Mulher é, acima de tudo, para mim, sempre esse espaço para reflexão, o espaço sim para ser homenageada, para homenagear, para ser reconhecida, para reconhecer outras mulheres, mas sobretudo momento de reflexão profunda sobre aquilo que mais nos atinge, comemorar avanços, mas sobretudo estabelecer caminhos, estabelecer parâmetros para a nossa luta, aquilo que nos é mais caro, sobretudo a luta contra a violência e escancarar, momento para escancarar as nossas dores e firmar o corpo juntas num coletivo só, numa voz só, sobretudo em defesa das nossas vidas, dos nossos corpos, da nossa liberdade”, conclui.
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