Embrapa impulsiona cultivo de café adaptado ao clima do Amapá
- há 5 horas
- 2 min de leitura
Brenda Soares*

Com o objetivo de valorizar produtos genuinamente amapaenses, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária no Amapá (Embrapa/AP) pesquisa o café robusta amazônico. O projeto utiliza cultivares desenvolvidas pela Embrapa Rondônia, adaptadas ao clima local, com plantas resistentes a doenças e pragas e capazes de produzir uma bebida de qualidade.

O pesquisador Rogério Alves explica como os materiais foram trazidos para estudo e cultivo no Amapá.
“Em 2021, nós recebemos solicitação de produtores da região da Perimetral, Serra do Navio, Pedra Branca, Porto Grande, querendo informações sobre café. Então, nós fizemos acordos com o governo do Estado, com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, o RURAP, o órgão da Extensão Rural, e iniciamos um novo trabalho. Nós fomos em Rondônia, buscamos a Embrapa em Rondônia. Já tinha materiais novos, testados e comprovadamente eficientes, em Rondônia, e eles recomendavam para toda a Amazônia. Então, nós resolvemos testar no Amapá esse material. De lá, nós trouxemos dez clones de café robusta, que recebem o nome de robustas amazônicas, que foi o material desenvolvido pela Embrapa de Rondônia, visando a região amazônica”.
O café robusta amazônico se destaca por sua adaptabilidade ao clima, permitindo produção e comercialização dentro do próprio estado.
Rogério Alves também ressalta os benefícios econômicos e sociais da pesquisa e da futura produção.
"O grande benefício é geração de emprego e renda. O café atingiu, no mercado internacional, preços nunca vistos. Ano passado, uma saca de 60 quilos de café chegou a ser valorizada, no mercado internacional, nas bolsas de produtos, nos Estados Unidos e na Europa, em cerca de 2.500 reais. Uma saca de 60 quilos. Então, você vê que isso é uma renda excelente. A produtividade média de café é em torno de 50 sacas, aqui na região amazônica. Então, você vê, 2.500 reais vezes 50 sacas por hectare. Um produtor que tiver um hectare plantado seria mais de 100 mil reais de renda. E é uma cultura geradora de emprego, porque você, para colher café, você precisa de muita mão de obra".
Com o aprimoramento do cultivo e a seleção de cultivares, os produtores brasileiros dividiram o café em dois grandes grupos: Robusta e Arábica. A espécie robusta, introduzida no Amapá, possui características rústicas, como menor sensibilidade à altitude e menor exigência de cuidados culturais.
*Estagiária sob supervisão
Veja também nas nossas redes sociais:
Instagram:
Facebook:
X/Twitter:




Comentários