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Dia do Orgulho Autista: informação e acolhimento ajudam famílias a garantir direitos

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Andreia Tavares


INCLUSÃO
A atividade fez parte do projeto "Ver e Ouvir com Igualdade", que busca orientar famílias e ampliar o conhecimento da sociedade sobre os direitos das pessoas autistas e com deficiência.
A atividade fez parte do projeto "Ver e Ouvir com Igualdade", que busca orientar famílias e ampliar o conhecimento da sociedade sobre os direitos das pessoas autistas e com deficiência.

Quais são os direitos de uma pessoa autista? Essa foi uma das perguntas respondidas durante uma palestra promovida pelo Tribunal de Contas do Estado do Amapá, que reuniu pais, professores e profissionais da educação para discutir inclusão e cidadania.


A atividade fez parte do projeto "Ver e Ouvir com Igualdade", que busca orientar famílias e ampliar o conhecimento da sociedade sobre os direitos das pessoas autistas e com deficiência.


Para muitas famílias, a informação é o primeiro passo para garantir acesso a serviços, benefícios e inclusão. Segundo o presidente do TCE, Reinaldo Ennes, a iniciativa também fortalece o debate sobre políticas públicas voltadas à inclusão.


" O projeto Ver, Ouvir com Igualdade, ele busca cada vez mais trazer a inclusão, a inclusão de todos. Sabemos, muitas vezes, que as pessoas não entendem esses conceitos e sabemos a importância da política pública também quanto à inclusão, à inclusão de todos que possuem diferenças, de uma certa forma."

Mesmo com avanços na legislação, muitas famílias ainda enfrentam preconceito e dificuldades no dia a dia. Para a psicóloga, Mayana Lacerda, que participou da programação, a inclusão começa pela forma como a sociedade enxerga as pessoas autistas.

"O primeiro ponto é a sociedade tornar esse olhar um pouco mais sensível. Olhar além do que se vê, olhar além de um diagnóstico, olhar além de uma pessoa que está ali buscando, lutando pelos seus direitos, mas olhar uma pessoa que tem suas dores, que tem seus deveres e que tem suas potencialidades também. Então, eu vejo um olhar de muita discriminação e até vitimização. É como se houvesse uma polaridade, um extremo. Então, a discussão da inclusão precisa, acima de tudo, começar com sensibilidade".

Entre os participantes estava Tatiana Ferreira, mãe de dois filhos autistas. Ela afirma que o maior desafio continua sendo garantir oportunidades para que eles possam desenvolver todo o seu potencial.


"Hoje, o nosso desafio maior é a inclusão deles na sociedade. Porque uma mãe não quer que um filho termine só o ensino médio, ela quer que ele se forme, que ele tenha uma profissão. Então, hoje em dia, se a sociedade vier incluir eles, eles vão muito além. Mais do que falar sobre direitos, o projeto reforça uma mensagem simples e necessária: inclusão é respeito, acolhimento e oportunidade para que todas as pessoas possam participar plenamente da sociedade".

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