Capacitação no Amapá reforça detecção precoce do autismo e cuidado materno em áreas indígenas
- 10 de abr.
- 2 min de leitura
Jamile Moreira

O Governo do Estado iniciou uma capacitação voltada a profissionais da saúde indígena, com foco no cuidado integral na primeira infância e na redução da mortalidade materna. A formação ocorre na Escola de Saberes Públicos do Amapá e reúne cerca de 30 participantes, entre médicos, enfermeiros e técnicos que atuam em regiões de difícil acesso.

A expectativa é que os profissionais capacitados multipliquem o conhecimento adquirido em suas regiões de atuação, ampliando as ações de prevenção e cuidado na saúde infantil e materna, como explicou a coordenadora da saúde da criança da Sesa, Rozilene Valadares.
“O profissional que recebe essa capacitação que são profissionais que estão junto a essa clientela da mulher, da criança, identificando quais são os problemas em relação a esse binômio. E isso vai ajudar no quê? No crescimento e desenvolvimento dessa criança, no acompanhamento digital. Porque durante esse acompanhamento, desde o momento do nascimento, saber se essa criança está sendo amamentada, se no momento em que nasceu foi no hospital, não foi no hospital, foi no transporte fluvial, foi no transporte aéreo, e saber também se essa criança nasceu bem”, explicou Valadares.
Um dos destaques da capacitação é o uso do M-Chat, questionário de triagem para sinais iniciais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças de 16 a 30 meses. A proposta é preparar os profissionais para reconhecer sinais de alerta ainda nos primeiros anos de vida, ampliando as chances de intervenção precoce.
“Como eu falei em relação à Caderneta da Criança, lá estão os marcos do desenvolvimento infantil. A escala, ela nos remete a pensar desde que a criança tem um ano e três meses para a gente verificar se a criança tem ou não tem, é uma triagem, como bem falou, não é um diagnóstico. Então, a importância dessa triagem é que a equipe multidisciplinar se apropria dela, até porque os marcos de desenvolvimento não começam com um ano e três meses, começam muito antes. E a mãe, o pai ou o responsável. Sabe o que lida com essa criança”, finalizou a coordenadora.
A capacitação também leva em consideração a realidade dos profissionais que atuam em territórios indígenas e regiões de difícil acesso. Nessas localidades, o acompanhamento contínuo de crianças e gestantes enfrenta desafios logísticos e estruturais, o que torna ainda mais importante a qualificação das equipes, como disse o técnico em enfermagem Salon Waiana, que atua no Parque do Tumucumaque.
“Tendo agora essa capacitação é muito importante para a gente que trabalha na aldeia. Às vezes a gente fica sem enfermeiro, e o médico e só fica a gente mesmo que é técnico de enfermagem, então é muito importante para a gente”, disse o profissional.
Organizada pela Coordenadoria de Políticas de Atenção à Saúde (CPAS), da Sesa, a ação integra estratégias para fortalecer a rede de atenção à saúde no estado, aliando conhecimento técnico à humanização do atendimento. Veja também nas nossas redes sociais:
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