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Bloco Filhas da Luta intensifica campanha contra a violência às mulheres no Carnaval

Edy Wilson Silva


FILHAS DAS LUTAS

O bloco Filhas da Luta está percorrendo os bares de Macapá para promover a conscientização sobre o direito das mulheres de aproveitar o Carnaval como desejarem (FOTO: Alinne Brito)
O bloco Filhas da Luta está percorrendo os bares de Macapá para promover a conscientização sobre o direito das mulheres de aproveitar o Carnaval como desejarem (FOTO: Alinne Brito)

Com o apoio do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres (Cedimap), o bloco carnavalesco Filhas da Luta já está na avenida, percorrendo bares de Macapá para levar uma mensagem clara de conscientização: toda mulher tem o direito de brincar o Carnaval do jeito que quiser, sem ser incomodada ou importunada.


Criado há oito anos por organizações de mulheres e movimentos feministas, o bloco, inicialmente, acompanhava a tradicional Banda de Rua, mas, ao longo do tempo, ampliou sua atuação, incluindo rodas de conversa, atividades educativas e visitas a bares, onde leva mensagens impactantes contra a importunação sexual, o assédio e a violência de gênero.


Nos últimos anos, o bloco tem valorizado mulheres negras que marcaram a história. Em 2023, homenageou Elza Soares. Em 2024, a homenageada foi a escritora Conceição Evaristo. Agora, em 2025, o destaque é Zezé Motta, atriz e cantora reconhecida por sua trajetória de resistência e representatividade. O tema deste ano é “Prazer, sou Zezé: uma mulher, muitas lutas!”.


A ativista social e presidente do Cedimap, Alzira Nogueira, destacou a importância da parceria com o bloco.


“O bloco Filhas da Luta é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, onde as mulheres possam vivenciar o Carnaval com respeito e liberdade. A luta contra a violência de gênero é uma missão que todos devemos abraçar, e é com iniciativas como essa que conseguimos dar voz e visibilidade às mulheres”, afirmou Alzira.

A iniciativa conta com apoio do Governo do Amapá, por meio das Secretarias de Estado de Política para as Mulheres (Sepm), de Cultura (Secult), de Comunicação (Secom), Rádio Difusora de Macapá e diversos movimentos sociais. A proposta é reforçar a importância da denúncia e da prevenção, garantindo um Carnaval plural, onde as mulheres possam brincar, se divertir e pular com liberdade. Um Carnaval cheio de alegria, amor, resiliência e, acima de tudo, cheio de respeito.

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