Após 20 anos, concurso para Educação Indígena no Amapá terá prova neste domingo (26)
- há 9 horas
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Janete Carvalho

A primeira fase do concurso público específico para a Educação Indígena, lançado pelo governo do Amapá, será realizada neste domingo (26). O certame oferece 412 vagas para atuação direta em unidades localizadas em territórios indígenas, atendendo etnias como Wajãpi, Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur.
A seleção atende a uma demanda histórica das comunidades indígenas e busca recompor o quadro efetivo das escolas estaduais. Emerson Ramos, coordenador de Educação Específica da Secretaria de Estado da Educação (Seed), destacou a importância do concurso após duas décadas.
“O último concurso foi em 2006, então os povos indígenas do Amapá e norte do Pará também tinham essa necessidade, e agora domingo se consolida com a prova que vai acontecer, nós vamos ter prova em Macapá na escola Tiradentes, nós vamos ter em Pedra Branca do Amapari para os povos do Waiãpis e em Oiapoque no Joaquim Nabuco e na Aldeia do Manga na Escola Jorge Apará que vai contemplar as etnias de Galibi Maruworno, Galibi Calinã, Paliku e Caripuna. Os indígenas do Parque do Tumucumaque, por uma questão de logística, irão fazer aqui em Macapá. O governo do estado disponibilizou através do grupo tático aéreo vôos para a retirada deles do território para estarem aqui domingo. As etnias Uaiana, Apalá, Tirió, Caxuiana, Ticuiana farão aqui a prova. É um concurso que disponibiliza mais de 400 vagas para os carros de professor da educação fundamental, professor de componente curricular, para pedagogo indígena. Para auxiliar educacional indígena e para especialista indígena, são esses cinco cargos que o governo estará realizando a prova nesse domingo”.
Emerson também destacou os impactos esperados para as comunidades, especialmente no acesso à educação e no fortalecimento cultural, além de alertar para o horário das provas.
"A ideia é que nos territórios indígenas, num futuro não tão distante, nós tenhamos somente profissionais indígenas atuando, porque eles conhecem a realidade, sabem como funciona a dinâmica das sociedades, que é diferente para cada etnia, para eles é um momento histórico, muito aguardado. O governo do estado preparou aulões, teve aula presencial e on-line, a prova vai acontecer no horário da tarde, os portões irão abrir às 12 horas, fechar às 12h45, a prova inicia às 13 horas e finaliza às 17 horas. E aí a gente tem muito a comemorar que é uma ação tecida por muitas mãos, então, para nós, é um motivo de comemoração, para os povos indígenas é uma vitória, principalmente nesse mês de abril, que representa o mês da resistência dos povos originários”.
O concurso também prevê formação de cadastro reserva para a Secretaria de Estado da Educação (Seed). Segundo o coordenador, mais de 1.200 candidatos devem participar. A primeira fase será composta por provas objetivas, com disciplinas como língua portuguesa, matemática, história, geografia, conhecimentos específicos, etnia e conteúdos pedagógicos.
Após essa etapa, haverá análise documental — incluindo declaração de pertencimento, Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) e exames médicos —, seguida de nomeação e posse dos aprovados.
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